Preacher apresenta herói controverso do mundo das HQs

Preacher - Temporada 1

A era dos super-heróis saiu das telonas e dominou uma parte das produções televisiva nos últimos anos, mas como as histórias em quadrinhos possuem um universo vasto, ainda faltava uma atração que cobrisse a marca Vertigo da maneira que ela merece.

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Preacher é uma série que não só adapta os personagens originais dos quadrinhos, mas também agrega muito humor negro e um pouco do clima caótico. Além de não economizar na produção, o seriado conseguiu reunir um time especial, com Dominic Cooper (Capitão América e Agent Carter) como o Pastor Jesse Custer; Joe Gilgun (This Is England) como o vampiro Cassidy e Ruth Nega ( S.H.I.E.L.D.) fazendo o papel da encrenqueira Tulip O’Hare.

Preacher - Temporada 1

Cassidy (Joe Gilgun) e Ruth Nega (Tulip O’Hare)

A trama se desenvolve quando Jesse, um ex-bandido que seguiu os passos do pai e se tornou Pastor, é tomado por um poder sobrenatural que lhe permite mandar na vidas dos seres humanos pelo dom da palavra. Jesse se convence de que seus novos poderes são um presente divino, e que realmente se tornou uma ferramenta para profetizar as lições de Deus aos homens.

Ao longo dos episódios, o cenário se torna complicado, pois seu melhor amigo Cassidy é um vampiro viciado nos prazeres mundanos e sua ex-parceira e namorada – Tulip – não sente o menor remorso em resolver problemas de forma violenta.

Seres sobrenaturais, anjos, demônios e diversas cenas bizarras compõe o tom da história. Portanto, é bom lidar com a visão sobre o Cristianismo da série de forma leve, pois os autores abusaram nas representações. Preacher faz críticas severas ao modo de vida dos norte-americanos, ao Texas, à polícia, aos políticos, aos empresários, ao amor, à família e a violência. Tudo é elevado ao nível corrupto e imoral.

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É bom lembrar que tudo o que é dito ou falado em relação à religião é uma versão exagerada sobre interpretações extremas da Bíblia, portanto se o espectador não se sentir confortável com os comentários ácidos e com o humor politicamente incorreto, é melhor procurar outro programa. Caso consiga deixar tudo isso de lado e aguentar uma crítica não-construtiva, a série se torna válida por conta da acidez, da ação e de um entretenimento diferente das fórmulas repetidas em outros programas televisivos.

André Natali
Formado em Audiovisual pela Universidade de Brasília e em Técnico de Direção Cinematográfica pela Academia Internacional de Cinema de São Paulo. No Pop Séries!, é responsável pelas análises de seriados épicos e adaptações do cinema para a TV.

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