Animais Fantásticos e Onde Habitam investe em versão adulta para clássico

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Quando J.K. Rowling escreveu o último livro da saga do bruxo mais famoso da atualidade, Harry Potter e as Relíquias da Morte, parecia que o seu trabalho realmente havia chegado ao fim. Nove anos depois, a escritora lançou Harry Potter e a Criança Amaldiçoada, que tinha como objetivo contar o destino dos personagens após a morte – daquele que, até então, não se podia pronunciar o nome – de Voldemort.

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No entanto, o mundo envolvente da magia ainda guardava mais surpresas para os fãs de Rowling. Animais Fantásticos e Onde Habitam, que estreia nesta quinta-feira (17) nos cinemas brasileiros, tem como foco a visita do bruxo Newt Scamander (Eddie Redmayne) a cidade de Nova York na década de 1940. Aproveitando a popularidade do prequel (termo americano para designar uma narrativa que antecede a anterior), o filme consegue com perspicácia preencher uma lacuna deixada pelo término da saga de Harry Potter. Scamander visita o continente junto com os seus animais excêntricos na esperança de libertar um deles em seu habitat original. Entretanto, o protagonistas se envolve em distúrbios causados no local por conta do aparecimento de uma grande força mágica, que pode provocar uma guerra iminente entre bruxos e trouxas.

O elenco conta com a participação de Colin Farrell (Percival Graves), Katherine Waterston (Porpentina Goldstein), dois integrantes do Ministério da Magia dos EUA, e Johnny Depp, que continuará como o vilão Gellert Grindelwald nos próximos filmes da franquia.

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Longe da Inglaterra, Animais Fantásticos busca o carisma dos telespectadores que cresceram com os livros de Rowling e, por isso, toda a trama tem um tom mais maduro e independente de sua percursora. A ambientação nostálgica e a possibilidade de trazer antigos personagens ao enredo – como Dumbledore – alimentam ainda mais o sucesso da jornada de Scamander. E que segredos Hogwarts ainda pode guardar? Pelo que aparenta, muitos – ainda bem!

 

Julia Benvenuto

Jornalista formada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e pós-graduada em Jornalismo Cultural pela FAAP. É autora da tese “A Revolução dos Losers: como o seriado americano Glee representa a juventude do século 21”.

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