3%: série brasileira explora universo da distopia

3% série netflix

 

Finalmente, a Netflix apostou em um conteúdo original brasileiro. Após apostar em produções francesas, alemãs e mexicanas chegou a vez de projetar um produto brasileiro no mercado mundial. O escolhido foi 3%, uma websérie que ganhou uma boa notoriedade da internet.

A trama acompanha o cotidiano de um mundo pós-apocalíptico, em que jovens sonham em morar em um local chamado Mar Alto. Entretanto, somente 3% dos candidatos são aprovados no processo, que testa os limites dos participantes em provas físicas e psicológicas.

Confira entrevista com o elenco de 3%

Michele (Bianca Comparato) é uma jovem que adere a um movimento rebelde que tem como objetivo derrubar o sistema de segregação. Para isso, ela entra na seleção e tenta ganhar a confiança de Ezequiel (João Miguel), o líder do processo para vingar a morte de seu irmão. Ao longo dos episódios, ela se envolve com Fernando, um cadeirante que possui grande confiança nas intenções dos seres humanos.

Apesar de ser extremamente bem produzida, o seriado fala de um tema já muito explorado no mundo do entretenimento. Basta relembrar da franquia cinematográfica de Jogos Vorazes, por exemplo. Ou mesmo de obras literárias como 1984, de George Orwell.

 3%: conheça a série brasileira da Netflix

3% 1 temporada

As melhores atuações ficam por conta de Bianca Comparato e Rodolfo Valente

A ideia da narrativa é muito bem elaborada, mas a atuação dos atores acaba apresentando um grande contraste. Enquanto Comparato e Rodolfo Valente atuam de maneira convincente, outros causam certas lacunas no diálogo.

Os personagens são bem descritos e alguns despertam grande atenção da audiência, como é o caso de Joana (Vaneza Oliveira). Porém, há necessidade de uma fluência maior para que as interpretações não fiquem tão mecânicas. João Miguel, que é um excelente ator, ainda não conseguiu encontrar um ponto de equilíbrio satisfatório para viver Ezequiel.

3%: série ganha segunda temporada

Para o público brasileiro, pode ser que a série cause um estranhamento pelo fato de que não há muitas tramas nacionais de ficção científica. Existem pontos fundamentais que precisam ser melhorados na segunda temporada.

Entretanto, a série conta com uma história interessante que pode ser muito bem explorada no próximo ano. Há uma grande curiosidade em torno de conhecer o Mar Alto e descobrir o que ele pode oferecer aos seus protagonistas. Além do mais, Joana e Fernando – com certeza – vão se tornar líderes fortes de uma próxima rebelião. Espere por vingança, ressentimento e traição!

Amanda Negrini

Jornalista formada pela Universidade Metodista de São Paulo e pós-graduada em Jornalismo Cultural pela FAAP. Especialista em cultura pop, é autora da tese “A Evolução das cantoras Pop Americanas: a criação de Madonna e a inovação de Lady Gaga”.

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