Beyond: série promete explorar temas além dos superpoderes

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  • De Nova York

Imagine que você é um jovem normal e feliz e que sofre, de forma inesperada, um acidente. Após 12 anos, você desperta do coma e descobre que é um adulto e que tudo mudou em sua vida. Mas há mais um detalhe na história: a aparição de superpoderes.

Essa é a saga de Holden (Burkely Duffield), o protagonista de Beyond. A série estreia em 2 de janeiro de 2017 e tem como um dos seus produtores executivos Tim Kring (criador de Heroes). “Funciona como um drama de família, um thriller, uma trama conspiração e tem ficção científica nele. E parte deste show ser único é que tem várias entradas para a audiência. Há até um pouco de comédia, na ideia de acordar em um corpo que parece não pertencer a você”, explicou a dinâmica.

Assista ao promo de Beyond

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Elenco de Beyond – © Pop Séries/NY Comic-Con 2016

O programa promete conquistar a audiência jovem, ainda mais tendo como seu canal a Freeform, mas os seus efeitos especiais elevam o show a outro patamar. Para o EP, David Eick, Beyond é uma reinvenção da fórmula de séries do mesmo gênero: “Acho que muitas pessoas respondem aos filme de Spielberg e aos do começo da década de 80 sobre jovens e suas comunidades. Penso que em termos de super-heróis não queremos os nossos personagens assim. Acho que temos que focar em sua evolução. Por isso, temos grandes atores interpretando os pais no show, porque quando eles percebem o que está acontecendo eles se envolvem com o problema e não é o que geralmente acontece”, disse.

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A ideia é concentrar a trama na jornada de Holden para descobrir o que aconteceu durante o seu coma, explorar a relação nada convencional com os seus entes queridos e as suas descobertas tardias de um adolescente. “Você pode contar a história se remover todos os elementos sobrenaturais? Se você remover os superpoderes, você ainda quer contar a história de um cara que perdeu 12 anos de sua vida? E ele voltou para uma vida que deixou para trás e agora tem que reunir todos estes pedaços. Quis manter emocional o quanto possível, ao invés de escrever uma cena em que há uma luta de punhos acontecendo céu”, resumiu o produtor Adam Nussdorf.

Para Tim, acostumado com as histórias de super-heróis, o seriado tem como premissa propor um novo olhar sobre o tema. “Mesmo o título, Beyond, levanta uma questão que todos nós vamos ter que enfrentar em um momento de nossas vidas: o que está além desta vida. Se há um outro mundo, como ele é? E isso é fascinante para mim”, analisou.

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Julia Benvenuto
Jornalista formada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e pós-graduada em Jornalismo Cultural pela FAAP. É autora da tese "A Revolução dos Losers: como o seriado americano Glee representa a juventude do século 21".

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