Santa Clarita Diet: comédia brinca com humor negro

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Zumbis sedentos por sangue não são novidade na TV mundial.

Sucessos de audiência, como The Walking Dead, provam que o gênero tem muito espaço para crescer neste meio e a Netflix soube aproveitar um projeto criativo e peculiar assinado por Victor Fresco (Meu Nome é Earl).

Assista ao trailer de Santa Clarita Diet

Santa Clarita Diet conta a história de Sheila Hammond (Drew Barrymore), uma corretora de seguros que um dia sofre um mal-estar repentino. A partir daí, ela não possui mais batimentos cardíacos, não sente dor e passa a sentir desejos incontroláveis por carne humana. O marido, Joel (Timothy Olyphant) tenta encontrar uma explicação para o caso, mas logo se torna cúmplice da mulher em seus assassinatos.

Com muita destreza, o seriado consegue imprimir um tom único ao tema e utilizar o humor negro como base para a narrativa. Assistir à mudança de comportamento de Sheila e a sua busca por alimento é extremamente divertido e nem mesmo as cenas de canibalismo – que mostram muitos pedaços de carne humana – chocam o telespectador.

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Sheila tenta descobrir como sobreviver sendo uma zumbi

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Outros personagens complementam a trama, entre eles, a filha do casal, Abby (Liv Hewson), e o vizinho policial dos protagonistas, que passa a desconfiar da estranha movimentação na casa – papel de Ricardo Chavira.

A primeira temporada do seriado terminou com uma grande reviravolta. Há uma cura para a condição de Sheila, mas ela não é definitiva. Com o seu corpo se decompondo e o marido preso em um hospício, a protagonista terá que depositar toda a sua esperança em Abby e seu amigo nerd Eric Bemis.

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Santa Clarita Diet definitivamente não é melhor produção da plataforma on-line e nem a mais rebuscada. Ela consegue, no entanto, preencher uma lacuna ainda pouco explorada para os amantes de comédia. Isso porque a principal motivação do roteiro não é causar risos instantâneos e nem promover piadas bobas. A série quer provar que há espaço para o sobrenatural nos sitcoms americanos. E esse deve ser um dos principais atrativos para público – sem contar, é claro, toda a matança.

 

Julia Benvenuto
Jornalista formada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e pós-graduada em Jornalismo Cultural pela FAAP. É autora da tese "A Revolução dos Losers: como o seriado americano Glee representa a juventude do século 21".

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