‘Logan’ marca despedida de Hugh Jackman como Wolverine

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Para quem assistiu aos filmes da saga X-Men, Logan (estreia em 2 de março no Brasil) promete ser uma experiência à parte.

O último filme de Hugh Jackman como o herói Wolverine não tem lutas grandiosas entre mutantes e nem uma missão para salvar o planeta da ação irresponsável de Magneto.

Logan tem como cenário o futuro, em que o personagem aprende a viver como um motorista particular e a esconder suas habilidades especiais. Afinal, com a ausência do nascimento de mutantes, o mundo não precisa mais dos X-Men. E o professor Xavier (Patrick Stewart) passa os seus últimos dias sob os cuidados de Logan, confinado em um prédio abandonado com uma doença degenerativa.

Assista ao trailer de Logan

A história toma um novo rumo quando um garota aparece na vida do protagonista e precisa de sua ajuda para encontrar um santuário seguro. O detalhe: ela possui as mesmas garras afiadas do protagonista.

“Não acho que ele se foi. Sinto-me emocionado quando vejo o filme. Sabia que, por anos, havia uma história mais profunda para contar”, revelou Jackman durante coletiva de imprensa para o lançamento do longa-metragem no Brasil.

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Personagem se despede de maneira dramática em nova produção

O ator, que interpretou Wolverine por 17 anos no cinema, diz que o público terá dificuldades para encontrar semelhanças entre Logan e as outras produções da franquia, o que torna a despedida única aos seus olhos.”O grande medo dele não é o inimigo e sim o de criar intimidade, revelar os seus desejos para quem ama. E, mesmo que não aceite, ele aprende isso enquanto envelhece.”

E completou: “Quando lançamos a trilogia tomamos decisões ousadas, como a abertura ambientada na Primeira Guerra Mundial. Estamos fazendo um filme que fala sobre discriminação.”

Legion não terá personagens do X-Men

O fato é que a aposentaria de Jackman no mundo Marvel marca o final de um clico de produções focadas em super-heróis. Inevitavelmente, o mesmo destino será vivenciado pelos Vingadores. Mas nem todas as conclusões terão a genialidade e o impacto de Logan, que soube explorar a busca de um herói pela redenção e a paz que nunca encontrou em vida. “Não quero ser definido por um gênero, mas sim por um personagem”, resumiu o ator. Com toda a certeza, a tarefa foi cumprida.

 

Julia Benvenuto
Jornalista formada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e pós-graduada em Jornalismo Cultural pela FAAP. É autora da tese "A Revolução dos Losers: como o seriado americano Glee representa a juventude do século 21".

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