A Vigilante do Amanhã: filme impressiona com releitura de mangá

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Inúmeros livros já foram transformados em filmes na história do cinema. A Vigilante do Amanhã: Ghost in the Shell, que estreia nesta quinta-feira (30) no Brasil, tem uma missão ainda mais difícil: trazer à realidade um dos mangás mais populares do Japão.

A história tem como foco a jornada de Major (Scarlett Johansson), a primeira híbrido de humano e robô capaz de mudar o mundo com o seus talentos. Em seu leito de morte, uma das maiores companhias de tecnologia do país conseguiu implantar o cérebro da personagem em um “recipiente” sintético, muito similar a fisiologia do homem. Anos mais tarde, Major se tornou uma das armas mais valiosos contra o crime local.

Assista ao trailer de A Vigilante do Amanhã

Mas, é claro, que o enredo esconde segredos e o público começa a desvendá-los quando a protagonista questiona a sua própria identidade. O processo a autodescoberta é conduzido pela criadora de seu corpo artificial, a doutora Ouelet (Juliette Binoche), que esconde outros experimentos fracassados e uma conduta questionável.

Scarlett assume o posto de heroína de maneira convivente, mesmo que para muitos críticos o papel deveria ter sido dado a uma japonesa. A atriz, que já está acostumada com outras franquias de ação como Os Vingadores, consegue imprimir o conflito interno vivido por Major na descoberta de sua verdadeira identidade. Além disso, o cenário futurista é extremamente verossímil e capaz de criar um mundo onde a robótica e a tecnologia está enraizada em nosso cotidiano – seja para o bem ou para o mal.

Fragmentado: filme acompanha assassino de personalidades múltiplas

Complementam o elenco: Batou (Pilou Asbæk), amigo e companheiro de trabalho de Major, Aramaki (Takeshi Kitano), chefe de uma organização secreta do governo, e Kuze (Michael Pitt), um personagem intrigante que tem a sua história revelada no filme.

Confira, a seguir, os primeiros cinco minutos do longa-metragem:

 

Julia Benvenuto
Jornalista formada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e pós-graduada em Jornalismo Cultural pela FAAP. É autora da tese "A Revolução dos Losers: como o seriado americano Glee representa a juventude do século 21".

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