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Homeland: 6ª temporada mostra despedida heroica

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Em mais um ano, Homeland mostrou que possui uma incrível capacidade de reinvenção. Após uma temporada ambientada na Europa, os produtores decidiram trazer o seriado para Nova York e aproximá-lo do momento atual americano.

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Em uma nova fase, Carrie (Claire Danes) deixou de ser integrante do governo para trabalhar em uma organização que ajuda muçulmanos. Mais do que isso: ela passou a ser conselheira da presidente eleita dos Estados Unidos, Elizabeth Keane, meses antes de sua posse. O objetivo era ajudá-la a tomar decisões sobre os ataques no Oriente Médio.

A protagonista também teve mais um grande desafio em sua vida pessoal: lidar com a situação de Peter Quinn. Se por um lado, o espectador teve a oportunidade de vê-lo em mais uma temporada, por outro foi angustiante aceitar sua condição após o envenenamento e o coma.

Homeland: Carrie e Quinn perseguem criminoso

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Sem final feliz para Carrie (Claire Danes) e Quinn (Rupert Friend)

O personagem lutou bravamente para mostrar a Carrie o quanto ela estava sendo vítima de uma conspiração e no final se sacrificou para salvar a vida da presidente em um atentado. Quinn despediu-se de Homeland de uma forma digna e merecedora.

Mais do que retratar uma guerra internacional contra terroristas, o programa teve a intenção de mostrar como o mundo enfrenta conflitos que são criados virtualmente. Para destruir a imagem de Keane, Dar Adal utilizou notícias falsas, mídias sensacionalistas e as redes sociais para enaltecer o ódio e a indignação.

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No desfecho, Carrie descobriu que suas boas intenções são inerentes à incessante busca pelo poder. Keane a tratou como uma simples peça de xadrez totalmente descartável. O atentado despertou na presidente um terror desproporcional, em que qualquer atitude é justificável para o bem da América. Com isso, pessoas que ficaram ao seu lado foram presas injustamente, como foi o caso de Saul Berenson.

Talvez, a ideia agora seja mostrar como o desespero e o conservadorismo comandam o mundo nos dias de hoje. Com atual governo de Donald Trump – com certeza – haverá muitas inspirações para os próximos episódios da série.

Imaginarium
Amanda Negrini
Jornalista formada pela Universidade Metodista de São Paulo e pós-graduada em Jornalismo Cultural pela FAAP. Especialista em cultura pop, é autora da tese "A Evolução das cantoras Pop Americanas: a criação de Madonna e a inovação de Lady Gaga".

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