Entrevista: Yael Stone comenta estreia de Deep Water

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A partir do dia 16 de maio, o cana Sundance exibirá a minissérie australiana Deep Water. Protagonizada por Yael Stone (Orange is the New Black), a trama acompanha a investigação de dois detetives em crimes contra homossexuais.

A narrativa começa quando cadáver de um jovem aparece na cidade de Bondi Beach. Após cruzar informações e entrevistar alguns suspeitos, Tori e Nick Manning (Noah Taylor) descobrem que o crime está ligado à uma gangue homofóbica que pratica assassinatos há mais de uma década.

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Ao todo serão quatro episódios que serão exibidos da seguinte maneira: dia 16 será transmitido os dois primeiros capítulos – às 22h – e no dia 17 os dois últimos. No dia 20, a emissora preparou uma maratona que começa a partir do meio dia.

O Pop Séries! conversou com Yael Stone sobre a estreia do programa no Brasil.

Acompanhe abaixo:

POP SÉRIES! – Como você define Tori como detetive?

YAEL STONE – Tori é muito jovem para ser uma detetive, além de ser mãe solteira. Ela acaba de assumir um cargo na cidade e quer mostrar que é uma excelente profissional. Então, quando assume a investigação, ela tenta dar o máximo de si. Tori tem como parceiro um detetive mais velho, que mantém valores mais tradicionais e a desafia constantemente. Porém, eles acabam formando uma boa dupla e trabalham muito bem juntos.

*O espectador saberá mais sobre a vida pessoal de Tori ou a minissérie é focada apenas na investigação?

YS – O mais incrível da narrativa é que a vida pessoal e a profissional se entrelaçarão durante os episódios. E isso é o que faz a personagem ser tão interessante. Os acontecimentos fazem com que ela se torne mais comprometida e mais intensa.

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Tori (Yael Stone) e Nick (Noah Taylor)

*Deep Water não é somente uma série que fala sobre crimes. Ela aborda o fato de gangues praticarem assassinato contra homossexuais. Você acredita que a série nos ajudará a entender mais sobre crimes homofóbicos?

YS – Sinceramente, eu espero que sim! Acho importante debatemos esse culto de violência, de que não aceita a diversidade. A trama é baseada em casos reais que aconteceram na Austrália na década de 1980 e começo de 1990. Claro que já tivemos grandes avanços e hoje nós temos um movimento de celebrar as diferenças. Porém, ainda falta muito para ser feito. Por exemplo, na Austrália o casamento gay ainda não é legalizado e eu acho inaceitável uma sociedade que não seja baseada em princípios como o amor.

*Você vive a Morello em Orange is the New Black e ela é está atrás das grades. Como é interpretar uma prisioneira e uma detetive de polícia?

YS – É muito interessante. Eu fiquei muito interessada em como a justiça e o sistema prisional funcionam. Existem casos em que a justiça é muito bem feita, mas temos algumas questões de como os presos são tratados. É muito interessante interpretar personagens que atuam em lados opostos e me mostram visões completamente diferentes.

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YS – Eu fiquei muito intrigada em entender os motivos pelos quais as pessoas cometem crimes e muitas vezes elas o fazem por conta de seus próprios traumas. Por exemplo, eu faço parte de um grupo de estimula as prática da ioga nas cadeias para ajudar na questão agressividade, porque eu acredito que a reabilitação também precisa que ser feita na parte emocional.

*Como foi trabalhar com Noah Taylor?

YS – Foi maravilhoso. Nós formamos uma boa dupla nas filmagens. Eu cresci assistindo Noah atuar na Austrália. Isso significou muito para mim, porque ele é um ator espetacular. Foi muito bom para mim também voltar para o meu país e protagonizar Deep Water.

Confira o trailer abaixo:

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