Prison Break: quinta temporada não conquista

 

O revival de Prison Break foi uma das atrações mais aguardadas do ano. A Fox já havia produzido novos episódios de Arquivo X quando anunciou que os irmãos Michael Scofield (Wentworth Miller) e Lincoln Burrows (Dominic Purcell) voltariam às telas para mais uma conspiração.

O primeiro capítulo da quinta temporada do seriado prometia trazer os elementos centrais da trama que ganhou fama entre 2005 e 2009: cumplicidade fraterna, ação, perigo e os planos extremamentes astutos de Michael. Uma pena que o restante da narrativa não tenha conseguido alcançar as expectativas dos telespctadores.

Assista ao promo da 5ª temporada de Prison Break

A história tinha como cenário o Iêmen, avassalado por uma revolução. Era lá que o protagonista se encontrava por anos, dentro de uma penitenciária, cumprindo ordens de um agente independente da CIA. Poseidon havia coagindo Michael a forjar a sua morte e a viver fora dos EUA. A descoberta que o seu arcoinimigo era, na realidade, o novo marido de Sara (Sarah Wayne Callies) não surpreendeu – e nem pouco convenceu.

prison break 5 temporada

Michael luta por sua liberdade na quinta temporada

Afinal, como a médica viveu tantos anos ao lado do agente sem perceber que ele não era de fato quem dizia ser? Por que Michael demorou para revelar a sua “falsa morte” ao irmão, com quem compartilhou todos os seus segredos?

Guia de episódios de Prison Break

Além dessas questões, a trama pecou ao explorar a dinâmica entre os personagens coadjuvantes que deixaram Prison Break tão interessante. C-Note (Rockmond Dunbar) é único integrante da gangue que teve um arco convincente durante a temporada. O restante – T-Bag (Robert Knepper) e Sucre (Amaury Nolasco) – aparecem, infelizmente, em poucas e mal exploradas oportunidades. Paul Adelstein (Paul Kellerman), que poderia chocar se recorresse aos velhos hábitos, só teve a sua presença lembrada por conta de sua possível morte.

No mais, para quem é fã da saga, foi gratificante ver Michael encontrar o seu final feliz ao lado do filho e da esposa. O desfecho não abre muitas portas para um sexto ano da série. Mas, tratando-se de Prison Break, nada é impossível.

Julia Benvenuto

Jornalista formada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e pós-graduada em Jornalismo Cultural pela FAAP. É autora da tese “A Revolução dos Losers: como o seriado americano Glee representa a juventude do século 21”.

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