Defensores: quarteto de heróis convence e cativa fãs da Marvel

 

Com certeza, uma das estreias mais aguardadas do ano na Netflix era Os Defensores.

A série funciona como um crossover dos heróis do canal – Matt Murdock (Charlie Cox), Jessica Jones (Krysten Ritter), Luke Cage (Mike Colter) e Danny Rand (Finn Jones) – que lutam contra uma organização secreta em Nova York.

Assista ao promo de Os Defensores

O inimigo não é novo. Explorado em Demolidor e Punho de Ferro, o Tentáculo era conhecido por uma de suas integrantes mais ardilosas: Madame Gao. Com o passar dos episódios, o público descobre quem é o rosto que está no comando do grupo e também qual é a sua intenção na cidade. Em parte, o seriado funciona como um desfecho para a saga de Danny, que abraça o seu dom e também o papel de justiceiro local.

O grande trunfo de Os Defensores, no entanto, está na expectativa do encontro dos personagens e a empatia de seus intérpretes. Isso porque, com apenas oito episódios, o seriado explora superficialmente pontos cruciais da narrativa – o que provoca uma inevitável sensação de “quero mais” no público. A relação entre os personagens coadjuvantes, por exemplo, é praticamente inexistente. Somente Claire (Rosario Dawson) tem um arco narrativo satisfatório durante à narrativa.

defensores trailer

Relação entre os protagonistas é o grande trunfo da atração

Outro ponto polêmico é escolha de Elektra (Elodie Yung) para ser a vilã principal da batalha épica. Ressuscitada pelo Tentáculo, o grande amor de Mat agora é conhecida como o Céu Negro – uma arma poderosa sem escrúpulos ou sentimentos. O grande problema é que Demolidor conseguiu introduzir ameaças muito mais convincentes em suas duas temporadas já exibidas pela Netflix: como o Rei do Crime e o Justiceiro – que ganhará um programa próprio no próximo ano. Sigourney Weaver, que interpreta Alexandra, uma das líderes do grupo criminoso, reforça a jornada de Elektra. Mesmo assim, faltou um nome poderoso nos capítulos apresentados.

Cenas dos bastidores de Os Defensores

Para o futuro, os fãs da Marvel devem esperar por mais encontros entre as atrações. Matt é dado como morto na batalha final do grupo. Com isso, Danny passa a assumir a sua missão como o Demônio do Hell’s Kitchen. Jessica percebe que continuar no anonimato é uma questão de sobrevivência e Luke busca pelo seu lugar no Harlem. Tudo parece se encaixar até, é claro, que uma nova ameaça surja em Nova York.

Julia Benvenuto

Jornalista formada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e pós-graduada em Jornalismo Cultural pela FAAP. É autora da tese “A Revolução dos Losers: como o seriado americano Glee representa a juventude do século 21”.

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