Atômica: Charlize Theron brilha em longa ambientado na Guerra Fria

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A Guerra Fria já serviu como palco para muitos filmes de Hollywood. Atômica – que estreia em 31 de agosto nos cinemas brasileiros – não é uma exceção. A história tem boas doses de conspiração e embates entre as principais nações da época em um jogo perigoso de espionagem.

Na história, Charlize Theron é uma agente da MI6 (organização secreta do governo britânico), Lorraine Broughton, que tem como missão recuperar uma lista cobiçada. O tal item tem todos os nomes verdadeiros dos agentes que trabalham disfarçados tanto para os russos como para a coalisão internacional. O problema é que Berlim está dividida e vive em uma verdadeira guerra entre os seus lados ocidente e oriental – o que culminará na queda do famoso muro da cidade.

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Logo que chega ao destino, Lorraine encontra o seu contato estrangeiro David Percival (James McAvoy) que, apesar de ser designado para ajuda-la, parece obedecer somente os seus próprios desejos. E a trama segue até o fim neste jogo de gato e rato forçando, por diversas vezes, que o público duvide das intenções de cada personagem apresentado.

No entanto, o grande trunfo do longa-metragem dirigido por David Leitch está no carisma de Charlize, que esbanja talento nas cenas de ação. O empenho foi tanto que a atriz quebrou dois dentes durante as batalhas. Aliás, a protagonista não sai ilesa dos conflitos com os outros agentes. Diferente do que se vê em filmes do gênero, Lorraine é por diversas vezes agredida com voracidade e muito sangue, o que confere verossimilhança à história.

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Mesmo assim, o filme não escapa de invejáveis clichês: Lorraine é tão independente que não consegue desenvolver laços afetivos e nem relações amorosas e o grande vencedor da narrativa é, de certa forma, esperado.

Vale lembrar que a produção é baseada no HQ The Coldest City, de Antony Johnston e Sam Hart. O elenco conta também com a participação de Eddie Marsan, John Goodman e Toby Jones.

 

Julia Benvenuto
Jornalista formada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e pós-graduada em Jornalismo Cultural pela FAAP. É autora da tese "A Revolução dos Losers: como o seriado americano Glee representa a juventude do século 21".

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