Liga da Justiça: grupo de super-heróis peca pela falta de sintonia

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A DC Comics tem se esforçado para criar grandes produções que despertem a empatia do público. O cinema, no entanto, não tem se mostrado tão frutífero quanto à TV.

Com exceção à Mulher-Maravilha, uma das maiores bilheterias do ano, os longa-metragens da empresa de HQs estão bem distantes de satisfazer o público – algo que a sua concorrente, a Marvel, é especialista há anos.

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Liga da Justiça – estreia dia 16 de novembro – prometia unir diversos nomes dos quadrinhos em uma só missão. O grupo tem que combater o aparecimento de um inimigo alienígena que há anos tenta destruir o nosso planeta. O problema é que Ben Affleck, infelizmente, continua não convencendo no papel de Batman – e talvez, seja o ator mais apático da história a interpretar Bruce Wayne. Enquanto, Henry Cavill ainda tenta encontrar a sua própria fórmula para viver Clark Kent, que ressuscita no filme após os acontecimentos de Batman vs. Superman.

Confira trailer de Liga da Justiça

Sobra para Ezra Miller conquistar o público com piadas e uma “energia positiva” bem-vinda em um universo tão sombrio. O ator interpreta de forma satisfatória Barry Allen, o Flash, mas está longe de alcançar a simpatia dos fãs como Grant Gustin. Já Victor Stone não é o nome mais conhecido nos HQs, e por isso, Ray Fisher não parece ter muitas chances de despertar o interesse do público.

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Gal Gadot rouba a cena mais uma vez no papel de Mulher-Maravilha

Por esses motivos, talvez, Gal Gadot (Diana Prince) e Jason Momoa (Aquaman) sejam as melhores criações do filme. Gal já é nome conhecido por sua atuação impecável como a Amazon guerreira. A novidade é Jason, que consegue dar um tom rebelde e inusitado para o Rei dos mares. Ambos prometem criar sequências envolventes em seus respectivos filmes solo – Mulher-Maravilha retorna em 2019 -, mas são incapazes de salvar Liga da Justiça de uma inevitável decepção. O que é uma pena.

Filme de Aquaman é adiado

Vale lembrar também que o diretor Zack Snyder  (Batman vs. Superman) teve que abananar o projeto por conta de uma tragédia familiar e que Joss Whedon foi o escolhido para ocupar o seu posto. E talvez a confusão na linguagem – que não consegue produzir uma narrativa coesa – esteja relacionada à troca.

A promessa do estúdio é que novos heróis sejam apresentados na sequência, como o Lanterna Verde. Resta saber se o reforço conseguirá, de alguma forma, salvar a história de um fracasso. Se a DC insistir em repetir fórmulas que já se mostraram incapazes de competir com a sua maior rival, há poucas chances para que o público veja com menos desconfiança as suas empreitadas. Ainda bem que podes contar com Diana Prince.

Crítica de Mulher-Maravilha

 

Julia Benvenuto
Jornalista formada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e pós-graduada em Jornalismo Cultural pela FAAP. É autora da tese "A Revolução dos Losers: como o seriado americano Glee representa a juventude do século 21".

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