Altered Carbon: a nova aposta hollywodiana da Netflix

altered carbon 1 temporada

Como parte de sua estratégia, a Netflix tem investido em tramas intrigrantes que despertam na audiência reflexões sobre o futuro da humanidade e os avanços tecnológicos. Neste cenário, há Black Mirror com narrativas cada vez mais angustiantes e seriados como 3%, que abordam a distopia, a meritocracia e a segregação racial. Aproveitando essa corrente, Altered Carbon é a nova grande aposta da plataforma no gênero da ficção científica.

Com uma produção de ares hollywodianos, a série é baseada no livro cyberpunk homônimo de Richard K.Morgan e acompanha a vida de Takeshi Kovacs (Joel Kinnaman). O protagonista é o único soldado sobrevivente de um grupo de guerreiros, que revoltou-se contra o sistema imposto. Após uma derrota, ele foi capturado e sua mente foi congelada durante séculos. Tak volta a viver quando um homem extremamente rico lhe oferece uma segunda chance. Com um novo corpo, ele é contratado para resolver um misterioso assassinato.

Assista ao promo de Altered Carbon

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Takeshi (Joel Kinnaman) precisa desvendar o assassinato de seu inimigo Laurens Bancroft (James Purefoy)

Claramente, a atração presta uma homenagem ao clássico Blade Runner, o Caçador de Andróides (1982), ao exibir um futuro visualmente decadente e caótico. E pelo fato de não ser exibido por canais de televisão, o programa pode abusar de cenas de violência e nudez, sem sofrer qualquer tipo de limitação por conta da faixa-etária do público.

Altered Carbon levanta uma importante discussão para a sociedade. Na narrativa, os seres humanos que possuem mais poder, prestígio e dinheiro são capazes de driblar o único fato certeiro da vida: a mortalidade. E mais do que isso: os personagens têm a possibilidade de manter sua mente em um corpo diferente, ou até mesmo criar novos corpos de uma mesma pessoa para que ela permaneça viva para sempre.

Elenco apresenta trama de Altered Carbon

Apesar de entregar boas reviravoltas ao longo da temporada e personagens bem construídos, os atores deixam a desejar nas atuações. Há uma ausência de empatia com o protagonista e a sua interação com a detetive Kristin Ortega – muitas vezes – se torna mecânica. A atriz Dichen Lachman, que interpreta Reileen, soa melodramática demais em cenas em que a intensidade não se faz necessária.

No desfecho, há também uma inexistência de profundidade em que o destino de alguns personagens se torna previsível . Talvez, Altered Carbon não tenha um estouro de popularidade no catálogo na Netflix, mas sem dúvida alguma é uma série com um futuro muito promissor para os fãs de sci-fi.

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Amanda Negrini
Jornalista formada pela Universidade Metodista de São Paulo e pós-graduada em Jornalismo Cultural pela FAAP. Especialista em cultura pop, é autora da tese "A Evolução das cantoras Pop Americanas: a criação de Madonna e a inovação de Lady Gaga".

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