Tomb Raider: A Origem propõe nova abordagem para game

tomb raider 2017

Adaptar clássicos do vídeo game para as telas, na maioria das vezes, não é uma tarefa fácil. Há anos a indústria cinematográfica tem tentando escapar da maldição que faz do gênero um verdadeiro fracasso de crítica.

Super Mario Bros, ( 1993), Double Dragon (1994), Street Fighter (1994) e Resident Evil (2002) foram algumas das franquias que ganharam adaptações decepcionantes ao longo dos anos. Mas o caso de Tomb Raider é peculiar.

Confira o trailer de Tomb Raider: A Origem

O game já havia recebido tratamento para o cinema em 2001, tendo Angelina Jolie como protagonista e foi relativamente bem aceito pelos fãs. Dois anos após a sua estreia, o longa ganhou uma sequência com a mesma atriz.

Então, por que investir em uma nova versão para a história? Tomb Raider: A Origem (estreia 15 de março nos cinemas brasileiros) traz Alicia Vikander (A Garota Dinamarquesa) no papel da destemida e independente Lara Croft.

Na trama, a personagem tenta descobrir o destino do pai (Dominic West), dado como morto, e acaba se envolvendo em uma conspiração que tenta trazer uma lenda antiga de volta à vida.

tomb raider a origem

Filme propõe uma nova interpretação para a personagem de Lara Croft

A direção de Roar Uthaug (A Onda) aproveita-se de clássicos, como Indiana Jones, para construir a ambientação: há tumbas, armadilhas perigosas e enigmas complicados. Mas o grande trunfo de Tom Raider continua sendo o carisma de sua protagonista. Diferente de Angelina, Alicia interpreta uma versão menos “sexualizada” da Lara Croft, mais focada em sua trajetória do que em suas habilidades em combate.

Alicia Vikander fala de experiência em Tom Raider

Parte da mudança, que visa agradar um público mais amplo focando no empoderamento feminino, dá-se por conta da presença de Geneva Robertson-Dworet, uma mulher, na criação do roteiro. Os fãs do gênero masculino podem até não gostar, mas o longa aposta em uma visão mais verossímil de Lara, ainda que abuse de cenas de ação e efeitos especiais. Afinal, o filme vai de encontro com uma nova geração de mulheres que -ainda – almejam representação nas telas.

 

Julia Benvenuto
Jornalista formada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e pós-graduada em Jornalismo Cultural pela FAAP. É autora da tese "A Revolução dos Losers: como o seriado americano Glee representa a juventude do século 21".

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