Acompanhe mais notícias de The Following
Em 2014, o segundo ano estreou com grandes expectativas. O mistério que envolvia o retorno de Joe Carroll (James Purefoy) foi o grande trunfo. Infelizmente, a continuação foi desastrosa. Uma sequência de acontecimentos irreais deu um tom pastelão ao seriado, que merecia um novo roteiro ágil e eletrizante. Para começar, o psicopata precisou apenas levantar uma tábua de madeira para escapar da explosão causada em uma briga com Ryan Hardy (Kevin Bacon).
Obviamente, Williamson decidiu diminuir o ritmo da atração e destinou os cinco primeiros episódios para uma reestruturação da trama e a apresentação de novos – e alguns desnecessários – personagens. Além disso, a repetição de situações causou um certo cansaço no espectador. Ryan sempre acabava sozinho, em um local escuro, e procurando por um inimigo que sempre escapava. E o FBI, mais uma vez, foi retratado como uma organização mal estruturada que não conseguiu prender nenhum dos seguidores de Carroll.
O renascimento de Kevin Bacon em The Following
A interação entre vilão e herói, muito presente no primeiro ano da atração foi substituída por histórias paralelas criadas para tornar a trama mais ágil. A nova narrativa deixou a desejar, uma vez que o grande poder da série é a relação ambígua, de ódio e admiração, entre Ryan e Joe. Neste ano, o contato entre os personagem foi pouco explorado. Faltaram as famosas e irônicas conversas por telefone. As melhores cenas aconteceram em apenas dois episódios com diálogos presenciais entre os dois protagonistas.
Há também um fator interessante na dinâmica do programa que aproxima a ficção da realidade. Assim como Ryan e Joe possuem uma estranha obsessão mútua, Bacon tornou-se extremamente dependente de Purefoy para conseguir sucesso no seriado. Se há alguma dúvida, basta assistir ao primeiro episódio desta temporada. Sem a aparição do criminoso, a trama sempre fica morna e apática.
Para os fãs de Joe Carroll, a temporada trouxe uma boa constatação. Não há mais dúvidas sobre a sobrevivência do psicopata na série. O sedutor e charmoso assassino foi responsável pelas melhores cenas e a atuação de Purefoy deve ser, mais uma vez, elogiada. Os olhares malignos e as falas irônicas e bem colocadas mostraram que The Following não existe sem o personagem. É uma pena que a literatura de Edgar Allan Poe foi substituída por uma perseguição religiosa. Claro que o principal objetivo do psicopata era deixar um legado e ser enaltecido na história do crime. Entretanto, há meios mais criativos do que comprar uma briga com um pastor de igreja na televisão.
The Following: assista aos promos do season finale
Sobre as boas surpresas da temporada, a evolução de Mike Weston (Shawn Ashmore) foi excelente. A brutal morte de seu pai fez com que ele também assumisse uma ambiguidade. A transformação do bom agente do FBI em um rapaz vingativo contribuiu para cenas reveladoras, como a morte de Lily Gray. Além disso, o público percebeu que Ryan é capaz de conquistar seguidores fiéis e determinados. A morte de Emma deve ser comemorada, uma vez que sua falta de carisma nunca contribuiu para a evolução da história.
Para a terceira temporada, resta esperar que Williamson consiga retomar a estrutura da série para sua narrativa inicial. Com a prisão de Carroll, talvez haja bons episódios em que o psicopata controle seus seguidores de dentro da cadeia. Afinal de contas, não há nada mais divertido em The Following do que ver a frustração e a determinação do super-herói Ryan Hardy.




