Cory Monteith‬: como lidar com a morte de um ídolo?
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Cory Monteith‬: como lidar com a morte de um ídolo?

Por 17 de julho de 2013 Maio 3rd, 2016 Sem Comentários
Sem Cory, final de Glee passará por mudanças 1

 

A morte precoce de Cory Monteith‬ chocou o mundo neste último sábado (13). E como não? O ator de 31 anos, que vinha lutando contra o vício desde a adolescência, teve um deslize, o qual acabou lhe custando a vida.

De acordo com autópsia realizada no Canadá, o falecimento não passou de uma trágico acidente. A overdose não intencional – de heroína e álcool – do astro de Glee trouxe um sentimento luto familiar e, principalmente, a sensação de quanto é frustrante perder um ídolo inesperadamente.

Nos últimos anos, as drogas foram responsáveis pela morte de Heath Ledger, Corey Haim e River Phoenix, todos jovens talentosos no ápice de suas carreiras. Mas a ausência de Cory será sentida de uma forma diferente. Finn Hudson estava intimamente ligado ao telespectador teen, que ainda não presenciou grandes tragédias no decorrer de sua vida. Glee já abordou assuntos polêmicos, como a violência doméstica, o alcoolismo a presença de armas nas escolas americanas. No entanto, nunca tocou com profundidade no falecimento de um ente querido.

Famosos lamentam morte de Cory Monteith‬ na internet

Cory com a namorada, Lea Michele

Cory com a namorada, Lea Michele

Os roteiristas da série não devem pensar somente em um episódio em homenagem ao colega de elenco. Seria muito simplório. Rachel Berry precisa de uma conclusão para o ex, como também os telespectadores da atração. Talvez, a melhor forma de se despedir do personagem seja o de matá-lo na ficção.

O caminho ao vício

O passado com as drogas do ator só foi reconhecido pelo público após o sucesso da série. O divórcio conturbado dos pais o levou a uma clínica de reabilitação, pela primeira vez, aos 19 anos. Neste ano, durante a gravação da quarta temporada de Glee, Cory decidiu internar-se voluntariamente. A atitude contou com o apoio dos colegas, familiares e da namorada Lea Michele, também parceira de trabalho.

Tudo parecia bem. Após ser liberado do tratamento, Cory viajou e fez aparições em eventos de caridade com Lea. A declaração que havia dado, em 2011, à revista Parede parecia estar longe de se concretizar. “Tenho sorte de estar vivo”, disse na época. Mas o vício ressurgiu e o destino pareceu inevitável.

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Como vários fãs, o meu primeiro contato com Glee ocorreu em uma mistura de estranhamento e curiosidade. A imagem de adolescentes americanos sendo jogados nos armários escolares por uma treinadora durona foi, de certa, forma inédita ao meu repertório. O fascínio pela série foi o suficiente para motivar a minha vontade de estudar o novo gênero de comédia que surgia pela Fox. Dediquei dois anos da minha vida, na pós-graduação, para isso. Sou telespectador assídua do programa e, mesmo mantendo a minha distância de pesquisadora, a morte de Cory me causou grande tristeza. Não só pelo fato da tragédia em si. Pensei na falta que Finn vai fazer em minha vida e como já estava acostumada a esperar pelas as suas performances na  televisão. Como os duetos com Rachel, gravados em meu Ipod, me faziam cantar sozinha no carro. Afinal, ídolos são assim. Mexem completamente com o nosso imaginário, a nossa realidade.

Siga com as cinco melhores performances de Cory em Glee.

• Por Julia Benvenuto

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