Crítica: quinto ano de American Horror Story
American Horror StoryCrítica

AHS Hotel: a temporada feita exclusivamente para Lady Gaga

Por 15 de fevereiro de 2016 junho 5th, 2016 Sem Comentários
AHS Hotel: episódio destaca casamento da Condessa

Quando Jessica Lange anunciou sua saída de American Horror Story, os fãs da série se sentiram desamparados. Mesmo com um elenco extremamente talentoso, como a atração conseguiria sobreviver sem a sua “Supreme”?

O criador da série, Ryan Murphy, teve a sorte de receber uma ligação de Lady Gaga. A cantora pop, que coleciona prêmios e popularidade pelo mundo, estava determinada a participar de uma temporada do programa. Nada poderia melhor para que o programa continuasse sendo comentado na mídia.

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Gaga é uma artista que não restringe sua carreira à parte musical. Com senso fashion apurado e grandes estratégias de marketing, ela consegue se estabelecer como um ícone pop, através da excentricidade e da cultura da fama. Além disso, ela possui um grande apelo perante seu fãs, a quem os denomina “seus pequenos monstros”. Como uma mãe, ela ajuda na autoaceitação, na superação do bullying e na busca pela conquista dos sonhos e da felicidade.

O quinto ano de American Horror Story, intitulado de Hotel, foi responsável por mostrar os mistérios envolvidos no hotel Cortez, localizado em Los Angeles. Lady Gaga assumiu o posto de protagonista ao interpretar a maligna Condessa. Uma vampira que detinha todos os poderes sobre os habitantes do local.

Assista ao promo do penúltimo episódio de AHS: Hotel

Todos os elementos da temporada foram criados a favor de Gaga, inclusive os cenários lembravam a estética dos videoclipes da cantora. A Condessa era mulher segura, altamente perigosa e que possuía uma compaixão pelas pessoas rejeitadas pela sociedade. Ao mesmo tempo em que cortou muitas gargantas sem piedade, a “mãe mostro” foi capaz de acolher e mudar a vida de pessoas queridas de seu convívio.

Denis O'Hare brilha ao interpretar Liz Taylor

Denis O’Hare brilha ao interpretar Liz Taylor

Em relação à narrativa, Hotel não teve uma linha tão linear como Coven e Murder House e os acontecimentos do passado eram muito mais interessantes do que a investigação de John Lowe (Wes Bentley), que acontecia no tempo presente. Sobre a escolha do vampirismo como tema, Ryan Murphy também não decepcionou ao entregar cenas extremamente sangrentas e obscuras, inclusive vividas por crianças.

Sem dúvida alguma, o grande destaque de Hotel foi a interpretação de Denis O’Hare, no papel de Liz Taylor. O ator, que nos anos anteriores atuou em papéis coadjuvantes, ganhou um presente de Murphy. O barman transgênero foi responsável por todas as cenas de compaixão, coragem e amor.

AHS Hotel: episódio destaca casamento da Condessa

Houve rumores, principalmente da crítica americana, em relação ao desempenho artísticos de Lady Gaga na atração. Alguns acharam um tanto injusto ela ter ganhado o Globo de Ouro de melhor atriz. Claro que diante do talento de atrizes como Kathy Bates, Angela Bassett e Sarah Paulson, a cantora pode não ter atendido as expectativas. Porém, ela agregou muitos pontos positivos à série, inclusive com suas extravagâncias peculiares e sua popularidade. Ela não mediu esforços para protagonizar cenas sensuais, em que estava completamente exposta, e não se sentiu intimidada diante do desafio.

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É de se apostar que todos os fãs de American Horror Story sonham com um encontro entre Jessica Lange e Lady Gaga. O que resta é torcer para que a genial mente de Murphy tenha uma grande inspiração para criar personagens magníficos dignos de duas divas.

 

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Amanda Negrini

Amanda Negrini

Jornalista formada pela Universidade Metodista de São Paulo e pós-graduada em Jornalismo Cultural pela FAAP. Especialista em cultura pop, é autora da tese "A Evolução das cantoras Pop Americanas: a criação de Madonna e a inovação de Lady Gaga".

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