As dez melhores séries de 2013
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As dez melhores séries de 2013

Por 30 de dezembro de 2013 julho 7th, 2017 2 Comentários

 

 

O ano de 2013 foi marcado por surpresas inusitadas na televisão americana. Grandes séries, como Breaking Bad, ganharam finais históricos e novos seriados – como os exibidos pela Netflix – foram responsáveis por elevar o nível de qualidade dos seriados. Além disso, algumas temporadas de atrações já renomadas, como Game of Thrones e American Horror Story, continuaram quebrando recordes de audiência.

Retrospectiva 2013: os piores do ano na TV

Em clima de retrospectiva, O Pop Séries! preparou uma lista com 10 melhores séries de 2013. Confira abaixo:

Arrested Development10º lugar –  Arrested Development

Como a comédia mais despretensiosa da televisão americana conseguiu ser tão conceituada e aclamada pelos telespectadores? Apenas utilizando a premissa da intransigência. Ao invés de uma coleção, já esperada, de excentricidade e loucuras, o seriado apresentou uma comédia mais elaborada, inteligente e irônica. Além de muitas risadas, a quarta temporada da série mostrou que é ainda é possível reinventar o gênero com toques transgressores.

The Newsroom9º lugar – The Newsroom 

Com o objetivo de revelar os bastidores da produção de um jornal televisivo, The Newsroom conquistou rapidamente um lugar de destaque na programação da HBO. Contrariando todas as apostas da crítica, Jeff Daniels recebeu o Emmy deste ano pelo papel no seriado. A premiação deu impulso para a renovação da atração.
 

Game of Thrones8º lugar –  Game of Thrones

A terceira temporada do programa foi épica. Muitos dos telespectadores, principalmente os que nunca leram os livros de George R. R. Martin, ficaram espantados com os acontecimentos exibidos pela HBO. O casamento vermelho foi o evento mais aguardado e mais lamentado por todos os fãs. Entretanto, eliminar protagonistas carismáticos mostra o grande poder de reinvenção do programa.

Game of Thrones: terceira temporada tem cenas lendárias

Orange 7º lugar –  Orange is the New Black

O seriado foi mais um grande sucesso exibido pela Netflix. Sem dúvida alguma, o programa é responsável por revelar talentosas atrizes. A história real de uma mulher de classe média que é condenada a quinze meses de prisão mostra uma trajetória oportuna de autoconhecimento. Além disso, o seriado conta a histórias paralelas de prisioneiras que precisam conviver com o tormento de suas escolhas do passado.

Orange is the New Black retrata sobrevivência de mulheres fascinantes

Mad Men6º lugar – Mad Men

Na sexta da atração, Don Draper (Jon Hamm) começou a vivenciar o inferno de Dante. Finalmente, o protagonista deixou um pouco do fantástico mundo da Sterling Cooper Draper para vivenciar a realidade do mundo exterior. Os episódios mostraram um retrato comovente da inocência perdida. Megan (Jessica Paré) acompanhou os protestos no Vietnã pela TV; Dawn (Teyonah Parris) lidou com a morte de Martin Luther King Jr.; e Sally (Kiernan Shipka) testemunhou a infidelidade de seu pai. O telespectador presenciou a queda do sonho americano. Ao mesmo tempo, Don descobriu que não há salvação sem purgatório. Na próxima temporada, o protagonista, como um bom anti-herói, buscará com muito empenho sua redenção.

Mad Men: criador afirma que não haverá spin-off

American Horror Story5º lugar –  American Horror Story: Coven

Jessica Lange possui o grande talento da reinvenção. Por isso, a terceira temporada da série foi responsável por grandes realizações. Além de um elenco versátil,  trama repleta de cenas assustadoras e grandes reviravoltas, o seriado emplacou a volta da bruxaria na televisão americana. A série é uma exuberante expressão de um drama sobre forças sobrenaturais que ameaçam a identidade de suas personagens. A atração mostra também como os elementos da cultura pop podem ser reconstruídos de maneira inovadora, irônica e divertida, mesmo sendo horripilante.

Elenco comenta o sucesso da atração

the Blacklist4º lugar –  The Blacklist

A atração se transformou na melhor série dramática da fall season de 2013. Grande parte do sucesso deve-se aos mistérios que cercam a trama. Os telespectadores, mais de 12 milhões registrados pelo canal, acompanham com muita curiosidade a misteriosa relação entre o criminoso Red Reddington e a agente do FBI, Elizabeth Keen (Megan Boone). James Spader conquistou mais um papel glorioso, interpretando o protagonista com persuasão e muita sagacidade.

The Blacklist: a grande sensação da TV americana

Masters of Sex 3º lugar –  Masters of Sex

Foi a grande surpresa do ano. A oportunidade de assistir uma ficção, baseada em fatos reais, sobre os estudos da sexualidade foi extremamente fascinante. Sem apelação ou termos pejorativos, a série mostrou uma forma agradável de se discutir um tema tão recorrente como o sexo. O sucesso também deve-se a boa atuação de Michael Sheen, no papel do Dr. William Masters e Lizzy Caplan, que interpreta a independente Virginia Johnson.

Masters of Sex: o excelente orgasmo da televisão americana

House of Cards2º lugar –  House of Cards

A série foi o grande trunfo do Netflix de 2013. Muito elogiado pela crítica americana, David Fincher, produtor executivo do seriado, conseguiu adaptar uma ficção britânica no cenário político de Washington. Kevin Spacey interpretou, brilhantemente, o congressista Francis Underwood, que não mediu esforços para ganhar a supremacia do poder político americano. Além de conter uma trama cheia de reviravoltas e manipulações, os personagens são sólidos e complexos para interagir com um protagonista tão inescrupuloso e egóico como Underwood.

O poder da manipulação de House of Cards

Breaking Bad1º lugar –  Breaking Bad

Qualquer protagonista que almeja ser lembrado por toda a eternidade gostaria de possuir um desfecho como o de Walter White (Bryan Cranston). O magnata da metanfetamina eliminou seu inimigos, conseguiu segurança para sua família e conquistou um significado para sua vida. “Eu gostei. E eu fui bom muito nisso. Eu me senti vivo”, afirmou no último episódio. Breaking Bad foi responsável por uma profunda reflexão sobre como o comportamento humano é corruptível e, ao mesmo tempo, adaptável as situações que o mundo o impõe os seus sobreviventes.

De Breaking Bad a Dexter: a evolução do anti-herói

*Por Amanda Negrini

 

Amanda Negrini

Amanda Negrini

Jornalista formada pela Universidade Metodista de São Paulo e pós-graduada em Jornalismo Cultural pela FAAP. Especialista em cultura pop, é autora da tese "A Evolução das cantoras Pop Americanas: a criação de Madonna e a inovação de Lady Gaga".

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