As multifacetas de Anna Paquin
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As multifacetas de Anna Paquin

Por 27 de maio de 2013 março 14th, 2020 Sem Comentários
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Anna Paquin, 30, é uma das atrizes mais reconhecidas de sua geração. A doce e destemida Sookie Stackhouse, de True Blood, foi responsável por seu reconhecimento mundial, mas Paquin já havia conquistado Hollywood muito antes do sucesso na saga vampiresca.

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Aos 11 anos, recebeu um dos maiores prêmios do ramo cinematográfico, o Oscar de melhor de atriz coadjuvante, pela atuação em O Piano (1993). Ela foi a segunda premiada mais jovem da história, perdendo apenas para Tatum O’Neal (1973, pelo filme Lua de Papel).

Em 1996, conseguiu um papel no filme de Carroll Ballard, Voando para Casa, como a filha de um estudioso de migração de pássaros, vivido por Jeff Daniels. Três anos depois, Anna já era a estrela de Jane Eyre – Encontro com o Amor. Nascida no Canadá, a atriz cresceu na Nova Zelândia e se mudou para Los Angeles após o divórcio dos pais. Nos EUA, por onde passou o resto de sua adolescência, decidiu se aperfeiçoar na carreira.

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Anna Paquin em X-Men

Anna Paquin em X-Men

Conseguiu um papel de destaque ao lado de Hugh Jackman em X-Men: O Filme e uma ponta em Quase Famosos, ambos lançados em 2000. Mais recentemente trabalhou em O Casamento do Meu Ex (2010) e, atualmente, participa da sequência da saga de ficção científica, X-Men: Dias de um Futuro Esquecido. A opção por interpretar personagens místicos, a fada Sookie e a mutante Vampira, não é, no entanto, o gênero preferido de Paquin.

“Sou atraída por diferentes trabalhos. E as vezes com o sobrenatural, você faz coisas realmente loucas, engraças. Mas não sou uma grande fã da fantasia, particularmente”, disse à revista Interview. O interesse pelo nicho não impede o desejo da atriz por algum poder especial. “Queria poder me teletransportar. Detectores de metais em aeroportos são chatos e consomem tempo”, brinca.

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Em sua sexta temporada, True Blood traz novos dilemas a personagem de Paquin. Depois de se envolver com dois vampiros – um deles interpretado por Stephen Moyer, o seu marido na vida real – e um lobisomem, Sookie está em busca de um companheiro de sua própria espécie. Os conflitos amorosos não são os únicos desafios da atriz para viver a garçonete. Paquin teve dificuldades para aprender o sotaque comum a cidades sulistas americanas para se tornar um habitante de Bon Temps, na Louisiana.

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“Eu me tranquei no meu apartamento com livros históricos para saber qual era o ‘sotaque’ que os criadores estavam falando. Foi um processo de aprendizado para todo o elenco”, conta.

Migrar entre várias mídias é outro desejo da atriz. Depois de conquistar o cinema e o teatro – com atuações off-Broadway elogiadas pela crítica -, Paquin encara a televisão como um meio de aprofundar o personagem, já que em cada capítulo há a chance de contar uma história diferente ao telespectador. Ela também resume o seu sucesso precoce: “O Oscar não significa o fim. Ele é um privilégio magnífico, certamente, mas também me permitiu fazer o que faço. Não teria uma carreira caso contrário”. Modesta, Paquin parecer ter todas as qualidades de uma verdadeira estrela.

Julia Benvenuto

Julia Benvenuto

Jornalista formada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e pós-graduada em Jornalismo Cultural pela FAAP. É autora da tese "A Revolução dos Losers: como o seriado americano Glee representa a juventude do século 21".

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