Final de séries: a hora de dizer adeus
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Final de séries: a hora de dizer adeus

Por 22 de maio de 2014 abril 28th, 2016 Sem Comentários
Final de séries: a hora de dizer adeus  5

 

spoilerO final de uma série de televisão não é apenas a conclusão de uma jornada. É também um grande evento da cultura pop que determina se a atração está fadada a queimar em cinzas ou se tornar inesquecível. Como os autores conseguem satisfazer sua visão criativa e, ao mesmo tempo, agradar seu público?

A revista Entertainment Weekly conversou com criadores de renomados seriados sobre o desafio de colocar um ponto final em um sucesso de audiência.

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Vale lembrar que todas essas atrações já tiveram seus términos exibidos. Entretanto, caso você não tenha visto o desfecho, o conteúdo abaixo pode conter spoilers. Cuidado!

 

Breaking Bad 2Breaking Bad (2008–2013)

O criador, Vince Gilligan, confessou que num determinado momento da série foi considerada a possibilidade de matar todos os principais personagens da atração. “Em uma semana particularmente tensa, tivemos a ideia de encerrar o programa com um banho de sangue. Mas depois de consultar alguns fóruns, nós percebemos que era possível criar um final dramático sem tantas mortes”, comentou.

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Dawson's Creek Dawson’s Creek (1998–2003)

Kevin Williamson confessou que a ideia sobre o desfecho do seriado partiu da Warner Bros. Em um almoço de negócios, o criador gostou muito da possibilidade de avançar cinco anos na trama e mostrar o futuro de personagens tão carismáticos. “Muitas pessoas ainda lamentam que Joey não tenha ficado com Dawson. Eu escrevi o final dos dois juntos, mas ele me incomodou profundamente. Eu aprendi na vida que almas gêmeas não precisam ser pares românticos. E eles ficaram juntos, de certa maneira. Ele escreveu uma série de TV para Joey e os dois trocaram juras de cumplicidade”, declarou o autor. Williamson também recordou o momento em que Michelle Williams descobriu que Jen Lindley iria morrer. “Ela ficou muito triste e nervosa. Lembro dela me dizendo: ‘Bom, e se o show tiver um revival ou um filme?’. Eu olhei para ela com compaixão e afirmei: ‘Você será um fantasma.’”

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Flashback: Monica organiza festa de Halloween 1Friends (1994–2004)

De acordo com o co-criador do sitcom, David Crane, o único desfecho que estava determinado era o final feliz de Rachel e Ross. “Nós brincamos com a audiência durante dez anos sobre a separação e união do casal. Havia uma lógica para eles tentarem seguir caminhos separados. Entretanto, não vimos nenhuma vantagem em desagradar o público”, afirmou.

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Lost 2Lost (2004–2010)

O seriado teve um dos desfechos mais polêmicos já exibidos na televisão americana. Até os dias de hoje, os fãs ainda questionam Carlton Cuse sobre as últimas decisões. “Nós tínhamos um grande plano para o final do programa. A ideia era que a série começasse com Jack abrindo os olhos e terminasse com ele fechando. Isso significava que desde o começo, nós já sabíamos que o protagonista iria morrer. Essa decisão foi significativa e permeou as seis temporadas”, afirmou. De acordo com Cuse, os produtores, a equipe de criação e o elenco ficaram orgulhosos do resultado de Lost. “Acredito que as 119 horas que precederam o final da série foram excelentes. E a série não pode ser desprezada pelo fato de alguém não ter gostado de algum detalhe da conclusão.”

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30 Rock30 Rock (2006–2013)

Tina Fey, co-criadora e protagonista da série, comentou que para escrever o fim do programa, a produção assistiu a muitos finais de séries clássicas da televisão americana. “Uma das coisas que aprendemos é a importância de darmos a oportunidade de um personagem se despedir de seus fãs. E não devemos nos preocupar se o desfecho ficará brega ou dramático demais. Nós temos a obrigação de escrever um fim satisfatório para pessoas que nos assistem durante anos. Entretanto, em 30 Rock nós não pedimos nenhuma sugestão da audiência.”

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Amanda Negrini

Amanda Negrini

Jornalista formada pela Universidade Metodista de São Paulo e pós-graduada em Jornalismo Cultural pela FAAP. Especialista em cultura pop, é autora da tese "A Evolução das cantoras Pop Americanas: a criação de Madonna e a inovação de Lady Gaga".

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