Série geek: crítica da 7ª temporada de Big Bang Theory
CríticaThe Big Bang Theory

The Big Bang Theory: a comédia geek que conquistou a fama

Por 3 de junho de 2014 março 5th, 2018 Sem Comentários
The Big Bang Theory: Sheldon e Amy comemoram o Valentine's Day

 

spoilerA imagem do geek tem sido explorada de diversas formas ao longo da história da televisão. De jovens inteligentes incompreendidos, reclusos na vida adolescente, os nerds sempre estiveram em papéis coadjuvantes nas séries de TV.

É só lembrar das narrativas teens para identificar estes personagens: como Willow em Buff, a Caça Vampiros ou Mac em Veronica Mars. The Big Bang Theory marca uma revolução no conceito da palavra geek. Assim como Glee levantou a bandeira dos losers, dos oprimidos socialmente, a comédia consegue redefinir o estereótipo, dando a ele uma visão moderna e vitoriosa.

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Sheldon Cooper (Jim Parsons) é a personificação desta empreita. O cientista se tornou um dos símbolos da cultura pop devido à sua sinceridade absoluta, ausência de contato social e inocência amorosa. A evolução do personagem foi um dos focos da sétima temporada, principalmente, em seu envolvimento com Amy Farrah Fowler (Mayim Bialik). Enfrentar essas mudanças de vida, no entanto, levaram Sheldon a um momento de crise: no último episódio do ano, o nerd decide embarcar em uma jornada solitária para rever as suas escolhas. Afinal, o seu melhor amigo, Leonard, vai casar e o sua tentativa de provar a “Teoria das Cordas” enfrenta um retrocesso.

Assista ao promo do último episódio da temporada

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Veteranos de Star Wars, James Earl Jones e Carrie Fisher, participam da série

Outro fator vitorioso da comédia está na interação harmoniosa de seu elenco. Com a chegada da meninas no grupo – Bernadette e Amy -, a narrativa passou por uma mudança necessária e criativa. A introdução de novas histórias agradou a audiência, que conferiu ao programa o posto da comédia mais assistida nos EUA na faixa etária de 18-49 anos. Parte do sucesso vem também do roteiro, leve e criativo, comandado por Chuck Lorre.

Série é renovada por mais três anos

Renovada por mais três anos, The Big Bang Theory ainda deve passar por muitas mudanças. Howard (Simon Helberg) e Bernadette (Melissa Rauch) podem ganhar em breve um filho. Penny (Kaley Cuoco) caminha para decisões mais sólidas na carreira e no amor. Raj (Kunal Nayyar) está superando o seu trauma de se relacionar com o sexo oposto. Assim como em Friends, é gratificante acompanhar a evolução dos personagens para vida adulta – mesmo que ela esteja repleta de referências aos quadrinhos e sagas de ficção científica.

No mais, a comédia serve como um bom parâmetro para cultura contemporânea. Nunca o super-herói, o mundo dos HQs e a informática esteve tão valorizada como hoje. Por esse motivo, as inúmeras homenagens a Star Wars, Star Trek e ao universo Marvel são tão bem recebidas – e compreendidas – pelo telespectador. Até mesmo o Professor Proton (Arthur Jeffries) teve que vestir o traje de jedi em um dos episódios mais emocionantes e engraçados da temporada. E, quem sabe, essa brincadeira pode ser uma boa sugestão para o revival da saga de George Lucas no cinema.

Crítica Big Bang Theory 7ª temporada

Julia Benvenuto

Julia Benvenuto

Jornalista formada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e pós-graduada em Jornalismo Cultural pela FAAP. É autora da tese "A Revolução dos Losers: como o seriado americano Glee representa a juventude do século 21".

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