Crítica da primeira temporada de The Crown
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The Crown revela bastidores da coroa inglesa

Por 18 de novembro de 2016 Sem Comentários
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spoiler

Considerada a produção mais cara da Netflix, The Crown tem como missão contar a história da Rainha Elizabeth II, a monarca inglesa com maior tempo de reinado no país.

Com um orçamento de 100 milhões de libras*, o seriado abusou – com sabedoria – de cenários luxuosos e de um elenco competente para representar os grandes personagens que permearam a política mundial.

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Na narrativa, a protagonista (Claire Foy) tem apenas 25 anos e está recém-casada com o Philip (Matt Smith), o Duque de Edimburgo, quando deve assumir o posto deixado pelo seu pai, rei George VI. Mas não se engane: o seriado pode ter semelhanças estéticas com Downton Abbey, outra produção inglesa de sucesso. No entanto, os dilemas enfrentados por Elizabeth são muitos reais e a trama foge do tom melancólico e romântico adotado pela sua percursora.

Mesmo que a vida da monarca tenha tido episódios dignos de uma boa novela, The Crown consegue transmitir – sem ser piegas – o difícil peso de quem carrega a coroa. Principalmente, em mundo em que a igreja está cada vez mais afastada da agenda e da influência do Estado.

Veja vídeo dos bastidores de The Crown

the crown temporada 1

Winston Churchill é um dos personagens centrais do enredo

Smith também é capaz de captar o carisma do telespectador logo nos primeiros episódios. Philip, o seu personagem, manteve uma vida polêmica durante o reinado de sua esposa, mas conseguiu trazer a família real mais próxima do povo ao promover a transmissão televisiva da cerimônia de coroação, por exemplo.

Curiosidades de Downton Abbey

Somado a isso, a presença de Winston Churchill (John Lithgow) deu o tom dramático e de embate para o primeiro ano. Mesmo a aposentadoria do reconhecido primeiro ministro, que ajudou a Inglaterra a enfrentar a Segunda Guerra Mundial, a série ainda tem muitos fatos históricos a serem explorados.

A relação conturbada com a irmã, Margaret, o desastroso casamento de Charles e Diana e o falecimento da chamada ‘Princesa do Povo’ são temas promissores para as próximas temporadas. Afinal de contas, quem não gostaria de saber mais informações sobre a infância dos príncipes William e Harry?

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Durante o Television Critics Association, o criador da série, Peter Morgan, confirmou que Elizabeth esteve ciente da produção encabeçada pela Netflix e que tentava conseguir alguma opinião da monarca. Morgan esteve envolvido no roteiro de outros dramas políticos de renome, entre eles, Frost/Nixon e The Queen. A sua competência no tema é inegável, no entanto ceder o controle de sua intimidade é algo que a família real nunca teve a intenção de fazer.

*Informações de orçamento obtidas pelo jornal inglês  The Telegraph.

Julia Benvenuto

Julia Benvenuto

Jornalista formada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e pós-graduada em Jornalismo Cultural pela FAAP. É autora da tese "A Revolução dos Losers: como o seriado americano Glee representa a juventude do século 21".

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