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Conforme o tempo passa, é cada vez mais difícil lembrarmos de obras que não foram as mais famosas de suas épocas. É por isso que normalmente recorremos às pesquisas e às listas para conhecermos filmes, séries e músicas que valem a pena ver, mesmo que não sejam tão falados.

Para muitos parece que não, mas a década de 1990 ocorreu entre 25 e 35 anos atrás. E com esse bom distanciamento histórico, é possível termos uma noção maior de quais foram os maiores e os menores marcos desse período na arte e na cultura pop.

Por isso, hoje separamos alguns filmes dessa tão amada década que não são exatamente os mais lembrados, mas que merecem muito ser vistos mais uma vez!

Medo e Delírio (Terry Gilliam, 1993)

Não podemos negar que Terry Gilliam tem uma mente criativa. Isso é algo muito visível durante sua carreira, desde o início como um dos fundadores do Monty Python até os dias de hoje. O longa Medo e Delírio, no entanto, faz parte da época áurea do cineasta e é considerado um de seus melhores filmes, ao lado de Brazil (1985).

A trama acompanha o jornalista Hunter Thompson, interpretado por Johnny Depp, que tem a missão de cobrir uma famosa corrida de motos no deserto chamada Mint 400. Ao lado de seu advogado, Oscar Acosta (Benicio Del Toro), os dois atravessam as mais bizarras experiências em sua viagem e encontram todo tipo de personagem, dos mais excêntricos aos mais assustadores.

Um fator que pesa muito a favor da obra é o elenco recheado de estrelas, ou futuras estrelas, para a época. Além da dupla Depp e Del Toro, ainda temos a chance de ver em cena um jovem Tobey Maguire, Christina Ricci e Cameron Diaz, nomes que iriam fazer enorme sucesso em Hollywood nos próximos anos.

Maverick (Richard Donner, 1994)

Richard Donner e Mel Gibson foram uma dupla e tanto nos anos 80 e 90. Além de marcarem uma geração com as sequências de Máquina Mortífera, o longa Maverick, de 1994, também foi um enorme sucesso de público e crítica, rendendo até mesmo uma indicação para o Oscar de melhor figurino naquele ano.

Na trama, Bret Maverick, interpretado por Gibson, começa a entender como jogar poker para entrar em grandes torneios de uma maneira divertida e cativante, fazendo com que a obra navegue muito entre os gêneros de comédia e aventura.

Em uma das cenas que melhor capturam a essência do que é o filme, Maverick consegue uma vitória improvável com um Royal Flush. Conhecida por ser a mão imbatível do poker, é uma combinação de cartas extremamente rara de ser conseguida durante uma partida. Sabendo brincar muito bem com a expectativa e tensão sobre o desfecho do game, a cena chega ao seu ápice de uma maneira muito bem construída e é uma das melhores do longa.

Carlota Joaquina, Princesa do Brasil (Carla Camurati, 1995)

Estrelado por Marieta Severo, esse é um filme que, definitivamente, merece ser revisitado, tanto por seus valores artísticos quanto por ser um grande marco na história do cinema brasileiro.

No início da década de 1990, o nosso país passava por uma enorme crise, inflação, aumento no preço de praticamente todos os itens mais básicos e uma enorme instabilidade política. E quando isso acontece, os incentivos à arte, naturalmente, diminuem. Só que nesse caso, para o cinema, eles praticamente zeraram. Por essa razão, o movimento que se inicia a partir de 1995 é chamado de “cinema de retomada”, exatamente por ser a retomada das produções nacionais.

E sabe qual foi o marco dessa retomada? Sim, Carlota Joaquina, Princesa do Brasil. O filme é uma sátira histórica bastante ácida e com um tipo de humor que iria perdurar por bastante tempo nos filmes nacionais, misturando personagens reais com eventos fictícios e propositalmente exagerados para dar uma sensação de absurdo.

Marieta Severo toma conta do papel de Carlota Joaquina em um de seus melhores papéis na carreira. A obra foi um enorme sucesso, alcançando mais de um milhão de espectadores no cinema e pavimentando caminho para diversos outros filmes importantes da história do cinema nacional, como Central do Brasil e Cidade de Deus.

A Fortaleza (Stuart Gordon, 1993)

Para quem é fã de filmes mais antigos de ação, esse aqui é um prato cheio. Reprisado incansavelmente na televisão aberta, Stuart Gordon não faz nada de muito diferente ou inovador aqui. Aliás, podemos até afirmar que ele pega tudo que há de melhor e que já tinha sido explorado em outros longas de ação da década anterior como Mad Max e O Exterminador do Futuro, para criar uma história sólida e um entretenimento de muita qualidade.

A trama é passada em um futuro não muito distante e acompanha John Brennick (Christopher Lambert), um ex-militar que é preso juntamente com sua mulher por infringir uma lei de controle de população. Dentro da prisão, ele descobre que existe um terrível sistema de exploração e um plano para que os poderosos continuem explorando os menos favorecidos.

Repleto de cenas de ação e com atuações muito cativantes, A Fortaleza é um daqueles filmes que merecem uma revisitada de tempos em tempos tanto para termos um ótimo entretenimento quanto para compararmos a forma como a arte enxergava o futuro há mais de 30 anos com a maneira que o encaramos hoje em dia. Interessante, não?

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