Agents of SHIELD: crítica da 1ª temporada
CríticaMarvel

Agents of S.H.I.E.L.D. prova que nem todo herói precisa de poderes

Por 20 de maio de 2014 abril 22nd, 2016 Sem Comentários
May encontra Maria Hill em Agents of S.H.I.E.L.D. 1

 

spoilerQuando Joss Whedon resolveu assumir a empreitada de revitalizar a história dos super-heróis da Marvel, ele já tinha o seu nome reconhecido na comunidade geek. O produtor foi responsável pela execução de séries de sucesso, entre elas, Buffy, a Caça-Vampiros e Angel.

A ideia de modernizar as histórias dos quadrinhos rendeu cifras milionárias ao estúdio e atuações lendárias no cinema, entre elas, de Robert D. Junior como o Homem de Ferro. Marvel’s Agents of S.H.I.E.L.D. nasce com a premissa de que o limite entre os filmes e a televisão está cada vez mais flexível.

Após o sucesso de Os Vingadores, a ABC decidiu investir em um projeto que focaria os segredos da organização. Para isso, foi necessário ressuscitar um dos personagens mais queridos pelos fãs dos HQs, o agente Coulson (Clark Gregg). Dito isso, a missão secreta do presidente da S.H.I.E.L.D., Nick Fury, foi o grande mistério que norteou a maior parte da primeira temporada da série. Como é possível trazer de volta à vida alguém dado como morto? E que artifício alienígena está por trás da cura milagrosa?

Conheça a namorada do agente Coulson

Mesmo com a conspiração, a série demorou para engrenar em uma narrativa suficientemente atraente ao público, acostumado com os efeitos especiais dos longa-metragens da franquia. Apoiando-se nas participações especiais de Samuel L. Jackson, Stan Lee e Cobie Smulders – que está escalada para o elenco regular do próximo ano -, a atração alcançou a popularidade necessária para garantir o seu espaço na programação do canal. A reviravolta na narrativa, no entanto, veio somente com a estreia de Capitão América: o Soldado Invernal.

 

os vingadores

O agente Coulson, morto em combate em Os Vingadores, retornou à vida para protagonizar a série

No segundo filme do herói, a Hydra consegue assumir o controle total da organização, colocando milhares de vidas em perigo. O golpe é descoberto pelo governo americano e, em seguida, pelo mundo, deixando Coulson sem equipe e sem rumo. As repercussões no seriado foram surpreendentes: Ward era um dos traidores e aliado de John Garrett (interpretado por Bill Paxton). A descoberta chocante veio em boa hora e salvou o roteiro de um rumo monótono e decepcionante.

 

Outro fato curioso do piloto – e por extensão de outros trabalhos de Whedon – é a criação de mulheres extremamente fortes. Fica claro que no universo Marvel são elas que acabam por ditar o destino dos super-heróis. Na série, a incumbência ficou por conta de Melinda May (Ming-Na Wen), cujo apelido é “A Cavalaria”, e a hacker Skye (Chloe Bennet), que esconde um passado sombrio e uma possível ligação com Asgard.

Com o sucesso dos investimentos do estúdio, o futuro parece ser promissor para os agentes da S.H.I.E.L.D. A esperança é que a segunda temporada, em que Coulson assumirá o papel de reerguer a organização, esteja repleto de crossovers e aparições de personagens aclamados dos quadrinhos. Afinal, é um alívio saber que o mundo está sendo protegido por heróis que não precisam de superpoderes para tal.

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Julia Benvenuto

Julia Benvenuto

Jornalista formada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e pós-graduada em Jornalismo Cultural pela FAAP. É autora da tese "A Revolução dos Losers: como o seriado americano Glee representa a juventude do século 21".

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