Com novos atores, ‘MIB: Homens de Preto Internacional’ consegue criar futuro para a franquia

Os Homens de Preto saíram do anonimato pela primeira vez em 1997, em uma época em que o cinema ainda engatinhava na representação de contatos imediatos que não fossem puramente assustadores ou infantis. Quando o assunto alienígenas tinha pouca notoriedade no mainstream, com exceção do clássico absoluto E.T.: O Extraterrestre, Tommy Lee Jones e Will Smith assumiram a missão de protagonizar um roteiro audacioso que misturava ficção científica, comédia e uma estética urbana única.

Na história que deu início a tudo, o veterano Agente Kay recruta o jovem e irreverente Jay (Smith) para uma missão supersecreta dentro de uma organização que monitora, regula e, quando necessário, combate ameaças de outro mundo que vivem disfarçadas entre nós. O choque cultural entre o rigor militar de Kay e a malandragem de Nova York de Jay foi o combustível que alimentou uma das químicas mais icônicas da história de Hollywood.

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Por três filmes de MIB: Homens de Preto, o público acompanhou a jornada épica desses personagens, cruzando décadas e galáxias até a conclusão da franquia principal em 2012. No último longa da trilogia, J retorna ao passado na esperança de salvar a vida de seu parceiro e acaba encontrando uma verdade inesperada sobre o motivo emocional e genético que o levou a ser escalado para o programa desde o início. Parecia o fechamento perfeito para uma era de ouro.

Muitos fãs ainda se perguntam se a ausência dos astros originais foi uma escolha criativa ou financeira. A verdade é que revitalizar um clássico é uma tarefa arriscada que poucas franquias conseguem executar com maestria. Se você gosta de ver como Hollywood lida com o retorno de ícones, vale conferir nossa análise sobre como Bad Boys conseguiu manter a relevância de Will Smith mesmo após tantos anos. Em MIB, a transição foi mais drástica, buscando uma renovação total da marca.

Depois do fim da narrativa original, parecia não haver mais futuro para a saga. Até que a Sony resolveu dar uma nova vida à ideia por meio de um soft-reboot. Com inúmeras referências ao clássico dos anos 1990, MIB: Homens de Preto Internacional surgiu com a promessa de “refrescar” a trama com efeitos especiais de ponta, novos cenários globais e uma dupla de atores que já possuía uma legião de fãs fiéis.

A nova geração: Hemsworth e Thompson em campo

MIB: Homens de Preto
Filme MIB: Homens de Preto

A escolha de Chris Hemsworth e Tessa Thompson não foi por acaso. A dupla, que já havia mostrado uma química explosiva e cômica em Thor: Ragnarok, assumiu o papel dos agentes que têm a responsabilidade hercúlea de salvar o mundo de invasores intergaláticos sem a ajuda dos mentores originais.

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A narrativa de MIB: Homens de Preto Internacional mostra como a recém-recrutada Agente M, movida por um segredo de infância, vai trabalhar no escritório de Nova York até ser enviada para a base da organização em Londres. Lá, ela conhece o lendário, porém imprudente, Agente H (Hemsworth). Para os nostálgicos, o filme é um prato cheio: há o retorno do impagável cão alienígena Frank, a presença autoritária da Agente O (interpretada pela magistral Emma Thompson) e diversas armas que remetem aos primeiros filmes.

No longo, M e H devem impedir que uma arma de destruição em massa, de tecnologia não terrestre, caia nas mãos de uma facção infiltrada. Embora a descoberta do vilão não seja exatamente uma surpresa para quem está acostumado com tropos de espionagem, e a trama siga caminhos um tanto quanto manjados, a habilidade e o carisma dos protagonistas elevam o material. O elenco coadjuvante, incluindo nomes como Liam Neeson, garante que a aventura caminhe de forma orgânica e divertida.

Nostalgia de MIB: Homens de Preto?

Por mais que a empreitada internacional tenha corrido bem em termos de entretenimento visual, é difícil para o telespectador não sentir um vazio. A esperança por uma participação especial, mesmo que fosse um simples “cameo” de Tommy Lee Jones ou Will Smith, paira durante toda a exibição. Infelizmente, essa reunião não acontece, deixando claro que a Sony queria desvincular a nova fase da dependência dos astros antigos.

No entanto, o mercado atual vive de nostalgia. Com o revival de Caça-Fantasmas trazendo de volta o elenco original para passar o bastão, fica o questionamento: será que Homens de Preto sobreviverá apenas com o nome da marca, sem os rostos que a tornaram um fenômeno de bilhões de dólares?

O desafio é grande. A tecnologia e o carisma de Hemsworth são armas poderosas, mas o “coração” da franquia sempre foi a dinâmica de “pai e filho” ou “mentor e aprendiz” entre Kay e Jay. Sem esse pilar, a saga se torna uma aventura de ficção científica competente, mas que talvez careça daquela alma que nos fazia querer usar óculos escuros mesmo dentro de casa em 1997.

Você acha que MIB: Homens de Preto ainda tem fôlego para mais sequências sem Will Smith ou a franquia deveria ter sido neuralizada em 2012? Comente abaixo qual é o seu alienígena favorito da saga e se você notou todas as referências no filme novo!

 

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