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The Expanse: elenco fala sobre guerra, família e revolução do Cinturão na 5ª temporada

Por 16 de dezembro de 2020 Sem Comentários
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A 5ª temporada de The Expanse estreia nesta quarta-feira (16) nos Amazon Prime e promete mudar completamente a dinâmica de nossos heróis.

A ideia da trama deste ano é separar os tripulantes da Rocinante, em uma jornada de redenção: Naomi está em busca do filho que foi obrigada abandonar, Amos enfrenta o passado na Terra, Holden tem que assumir o papel de líder sem o apoio de seus amigos e Alex está de volta ao seu planeta, Marte, tentando reparar a relação com o filho.

O Pop Séries! conversou com Steven Strait, Dominique Tipper, Wes Chatham e Keon Alexander sobre o que esperar dos novos episódios, principalmente com a chegada do terrorista Marco Inaros.

Confira:

POP SÉRIES – Como será a relação de Naomi com o filho, já que ele foi criado longe dela, por Marco?

DOMINIQUE TIPPER – Penso nesta situação como um cabo de guerra, ele meio que está preso, o meu filho, e tem que lidar com o fato de que sua mãe acabou de voltar para sua vida – ingenuamente pensei que ia ser muito mais suave. Acho que ela tinha todo esse plano que era muito lógico e não necessariamente por culpa dela, mas foi uma escolha que ela fez e, então, ele tem uma reação sobre isso. Ele sente que está lidando com dois pais que têm duas ideologias muito diferentes sobre como deveriam fazer para aliviar a opressão de seus povos e um é muito mais radical do que o outro. Há alguma suavidade na abordagem de Naomi, considero que Filip tenta lidar com a mãe, e não tem que ser sempre do jeito que Marcos quer. Ele ainda é filho, não importa o quanto tentemos fugir de nossos pais, nós somos eles. Acho que parte dele estava deprimido, morto num certo sentido, por tanto tempo porque ela não estava com eles.

*Os protagonistas estão em caminhos diferentes na 5ª temporada de The Expanse. Você pode falar sobre essa nova dinâmica?

DT – Eu amo todos na série, mas me diverti muito nesta temporada estando com Keon e Brent [Sexton]. Foi um prazer ter novo sangue, uma energia diferente. Não era legal quando estava sozinha, era muito difícil. Mas trabalhar com esses caras foi um sonho novo, como se The Expanse nunca deixasse de me desafiar e me dar algo em que pensar. Acho que todo mundo fez coisas lindas, então é difícil, mas é excelente. Então sim, foi ótimo para mim, para ser honesta.

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Naomi busca pelo filho na 5ª temporada da série

*Marco é um líder carismático. Você acha que ele almeja encontrar a paz para o povo do cinturão ou está somente em busca de poder?

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KEON ALEXANDER – Há definitivamente as duas coisas quando interpreto Marco. Ele é um humano com princípios muito profundos, realmente acredita na possibilidade de justiça e na possibilidade que o povo do cinturão não tenha que viver sempre sob as ordens do mais ricos, isso é verdade. É definitivamente uma grande parte dele e algo que eu realmente me tornei mais e mais ciente à medida que o conheci. Acho que seja possível para a psicologia humana não se envolver no que eles [os líderes] fazem … e eu sei que em nossos livros de história, da maneira que foram ensinados, nós não sabemos muito sobre o que os motiva, apenas aprendemos principalmente sobre o que eles fizeram e nós os colocamos em um pedestal pelo que eles foram capazes de alcançar, e aprendemos principalmente sobre o impacto que isso teve em nossa sociedade. Nós realmente não vemos a parte sombria de seu ego ou o trauma que eles experimentaram quando crianças, que serve como motor. Marco tem os seus princípios, ele realmente acredita que é possível algo melhor para o Cinturão e isso é o que o move, mas há um elemento psicológico que o leva a ser aquela pessoa que está disposta a arriscar tudo para conseguir isso. E, assim, o ego, a personalidade e os impulsos de poder estão todos entrelaçados.

*Pela primeira vez vemos James Holden sem o apoio de seus amigos, tentando combater uma guerra sozinho. O que podemos esperar do personagem nesta temporada?

STEVEN STRAIT – Sim, é uma estrutura muito diferente, estava realmente animado. Muitas vezes, quando o show é bem sucedido, e estamos na quinta temporada, não se vê uma sacudida na estrutura porque está funcionando. Mas sempre fomos muito criativos e tentamos empurrar os limites, a bola para a frente a cada temporada. Então, Naomi acaba enfrentado consequências de suas ações ou do que não fez, Amos está em Baltimore e Holden fica sozinho este ano, tentando convencer diferentes facções a trabalharem juntas ou então todos nós iremos enfrentar uma guerra. Ele está em lugar mais confortável como líder, em termos do que ele precisa fazer, mesmo que sua família esteja espalhada em vários lugares. Acho que também [esta temporada] fala com a filosofia por trás da escrita que você conhece dos autores e da adaptação, você sabe, fala muito dos macrotemas, mais das relações interpessoais e como são tão importantes. [Holden e Naomi] tiveram muita dificuldade em chegar aqui e a proximidade deles é baseada em respeito e carinho. Ela diz que precisa ir sozinha e ele não luta. Ele respeita isso e confia nela. O maior amor que você poderia mostrar é deixar alguém ir …. e eu só espero que eles se encontrem novamente.

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*Com o público conhecendo o passado de Amos, você acha que vamos mudar o jeito que vemos o personagem?

WES CHATHAM – Sabe, da primeira à quarta temporada, você tem dicas sobre a história dele, de onde veio o que aconteceu em seu passado enquanto ele estava longe. Para a primeira temporada, eu li os livros e tive o benefício disso para me ajudar a criar a história dele. Então é muito insano filmar agora na quinta temporada, com esses personagens e essas pessoas que têm vivido na minha imaginação, vendo como relacionam com Amos pela primeira vez. Mas sempre que voltarmos e confrontarmos o passado temos que desenterrar esqueletos. Isso vai mudar você e você vai aprender que há um pouco de cura que acontece passando por isso. Então sim, os fãs vão conhecer mais sobre Amos, saber porque ele é do jeito que é, de onde vem, e vão ter um relacionamento diferente com ele, muito mais profundo.

*Que mensagem você acredita que a série está passando para o público, principalmente com os novos episódios?

ST – Eu sempre senti que ao falar sobre esses temas e falar de questões contemporâneas, que humanidade tem lidado desde o início da civilização, você conhece todos os lados e passa a ver a complexidade do que significa viver uns com os outros. A maior ameaça para a humanidade na expansão está na capacidade de olharem uns para os outros como iguais. Estamos tão ocupados lutando um contra o outro que não podemos realmente ver o trem vindo na nossa direção. Com tantas coisas acontecendo hoje, você sabe é um benefício real falar sobre esses temas de uma forma que não levanta as defesas das pessoas. Acho que há uma força em usar a alegoria de uma forma que pode ser mais difícil para as pessoas aceitarem uma perspectiva diferente. Você pode digerir mais facilmente … e é uma separação que permite que conversas ocorram onde poderiam não acontecer. Estou no Brooklyn e vemos isso aqui nos estados e é realmente muito momento difícil, você sabe, especialmente com tudo o que está acontecendo agora. Acho que contar histórias em geral tem a responsabilidade de ajudar nossas comunidades.

Julia Benvenuto

Julia Benvenuto

Jornalista formada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e pós-graduada em Jornalismo Cultural pela FAAP. É autora da tese "A Revolução dos Losers: como o seriado americano Glee representa a juventude do século 21".

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