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No Brasil, Patty Jenkins e Gal Gadot defendem história independente da Mulher-Maravilha no mundo DC

Por 9 de dezembro de 2019 Sem Comentários
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Mulher-Maravilha foi o primeiro filme que realmente levantou a questão da representatividade nos quadrinhos da DC. Em um universo focado em protagonista masculinos fortes, Gal Gadot conseguiu com competência conquistar a simpatia e a admiração do público.

No Brasil, Patty Jenkins e Gadot participaram de uma coletiva de imprensa para promover a sequência da franquia, intitulada Mulher-Maravilha 1984.

Jenkins, que assume novamente o papel de diretor do projeto, afirmou que a intenção é se afastar de outras tramas já exploradas em produções anteriores. “Nós sempre vamos falar de Mulher-Maravilha, estávamos fazendo isso antes de acontecer Liga da Justiça. Essa é a continuação natural da sua história de origem, do primeiro para este filme. Como ela decidiu, ela vai ficar neste mundo e lutar pela humanidade. Mesmo que ela não possa se expor. E seguimos isso em 1984 … ela fazendo várias coisas pelo mundo, mas se mantendo em sua própria proteção.”

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Para Gal Gadot a ideia é continuar a explorar a trajetória da protagonista, mesmo que seu futuro seja muito diferente ao lado de outros heróis. “O primeiro filme foi a história de como ela se tornou a Mulher-Maravilha. E ela veio para o mundo dos homens, travar uma guerra, e lentamente ela começa a descobrir sobre a complexidade da humanidade. Agora a encontramos algumas décadas depois, ela continua ajudando a humanidade e trabalhando nas sombras, sozinha, já que ela perdeu todos os seus conhecidos ao longo dos anos. E a respeito da Liga da Justiça, nós nos afastamos do filme. Eles costumavam me chamar de mamãe. Acho que há algo muito materno na Mulher-Maravilha, ela é repleta de amor, ela dá as pessoas o benefício da dúvida, é uma representação da igualdade e tem compaixão por todos. Então, acredito que ela pode ser a Líder da Liga da Justiça. Mas quem sabe se isso vai acontecer. Mas você pode me chamar de mamãe”, brincou.

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Com tanto interesse no filme, a diretora acredita que esse movimento de representatividade só cresça nos próximos anos. “Haviam poucas heroínas que poderíamos fazer um filme como a Mulher-Maravilha, acho que os super-heróis são para todos. Eles são as melhores metáforas que temos no momento para contar grande histórias. Todos eles são diferentes. E contar a história da Mulher-Maravilha, que acima de tudo é uma mulher, foi maravilhoso. Eu sabia que havia uma audiência para o filme e espero que possamos alcançar as expectativas. Estou feliz que o mundo está aceitando que os super-heróis são para todos nós, não para apenas algumas pessoas.”

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O filme, com estreia marcada para 5 junho de 2020, conta com Chris Pine, de volta ao papel de Steve Trevor, Kristen Wiig, como a notória adversária da heroína, Mulher-Leopardo, e Pedro Pascal como Maxwell Lord, o grande vilão da trama.

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Julia Benvenuto

Julia Benvenuto

Jornalista formada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e pós-graduada em Jornalismo Cultural pela FAAP. É autora da tese "A Revolução dos Losers: como o seriado americano Glee representa a juventude do século 21".

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