No Brasil, elenco de Hemlock Grove discute aceitação do bizarro
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No Brasil, elenco de Hemlock Grove discute aceitação do bizarro

Por 21 de agosto de 2014 Sem Comentários
No Brasil, elenco de Hemlock Grove discute aceitação do bizarro 1

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Em uma pequena cidade fictícia dos EUA, acontecimentos macabros surgem. Um adolescente demonstra estranhos desejos pelo sangue de sua parceira sexual. Na cena seguinte, uma estudante é assassinada por um suposto animal selvagem em seu caminho ao encontro de sua professora/amante.

O espectador é apresentado a este mundo sombrio já no episódio de estreia de Hemlock Grove, que agora lança a sua segunda temporada no Brasil. Como em outras produções sombrias – entre elas, Penny Dreadful e The Strain – a série original da Netflix investe em um roteiro repleto de monstros e anomalias, fugindo da estética do sobrenatural romanceado. Aqui, os lobisomens e outros seres bizarros ganham profundidade e, nem sempre, são caraterizados como bons ou maus.

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O produtor executivo da atração, Eli Roth, explica ao Pop Séries! que a premissa para construção do show esteve na aceitação do bizarro, do monstro que existe em cada personagem. “A nossa inspiração veio de Twins Peeks e de outros trabalhos de David Lynch. Queria algo que não fosse tão realista e, ao mesmo, nem tão novela”, comenta.

Roth, que dirigiu apenas um episódio do seriado, elogio o modelo adotado pela Netflix, que permite a filmagem de todos os episódios da temporada antes de seu lançamento. O processo permitiu que algumas cenas fossem gravadas de maneira não cronológica e também que os efeitos especiais fossem desenvolvidos de uma forma complementar. “Queria que a transformação em lobisomem fosse algo real e não apenas um cara sarado tirando a camisa. O que me interessa no show é como ser um monstro. Como é lutar contra os seus demônios interiores”, explica.

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A estrela do programa, Famke Janssen (X-Men), afirma que a segunda temporada mostrará uma versão mais desequilibrada e dependente de Olivia. “Ela não tem mais controle sobre nada. E isso a deixa louca. Conhecemos uma pessoa diferente que ora é emocional, ora maldosa”, conta. Janssen comentou, inclusive, sobre a escolha do figurino da personagem, algo definido nos livros em que a série foi baseada. “Acho que o branco é uma boa contrapartida ao mundo sombrio. Ele demonstra a sua necessidade exagerada por atenção”, diz. Na segunda temporada, o guarda-roupa preto tenta refletir o seu novo estado emocional. “Acho que nunca viu um show com esta abordagem única, esta fotografia”, acrescenta.

Outra participação no encontro para promover o seriado foi de Maddie Brewer (Orange is the New Black), que interpreta uma forasteira, Miranda Cates, que por acidente chega à cidade. Ela acaba se envolvendo na relação complicada entre Peter e Roman. Quanto aos novos episódios, a atriz contou sobre a sua dificuldade de contracenar com os bebês no set: “Fique em pânico quando os conheci [eles são gêmeos e se alternam nas gravações]. Tenho apenas 22 anos e não possuo filhos. Na primeira cena com eles, tive uma cena que amamentá-los. E eles estavam gritando pela mãe. Mas, no final da temporada, cultivamos um amor verdadeiro”, comenta. Brewer falou também sobre a convivência do elenco durante as filmagens e o motivo que deixa o seriado tão atraente aos olhos do público: “Em um dos primeiros capítulos, Roman hipnotiza uma garota de torcida que está menstruada e a leva para o banheiro. Você não vê isso na televisão.”

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A terceira temporada ainda não foi confirmada pelo canal on-line, mas Roth diz que a missão da renovação depende apenas dos fãs. O produtor conta quais seriam as participações de seu sonho para o próximo ano do show: Jennifer Lawrence, Josh Brolin e Brad Pitt.

 

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Julia Benvenuto

Julia Benvenuto

Jornalista formada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e pós-graduada em Jornalismo Cultural pela FAAP. É autora da tese "A Revolução dos Losers: como o seriado americano Glee representa a juventude do século 21".

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