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Mel Lisboa e Seu Jorge contam o que esperar da trama da áudio série

Paciente 63, a áudio série do Spotify, está de volta com uma segunda temporada (estreia em 8 de fevereiro).

O roteiro é assinado por chileno Julio Rojas e conta a história da psiquiatra Elisa Amaral (Mel Lisboa), no ano de 2022, que é surpreendida por um paciente (papel de Seu Jorge) misterioso que diz ter vindo do futuro. Ele revela que o mundo irá acabar, por conta de um vírus mortal. Quando as tentativas de evitar que a paciente zero faça a viagem que irá mudar o destino de todos nós falham, a protagonista é quem viaja ao passado e tem mais uma chance de salvar a humanidade do coronavírus.

Na segunda temporada, Elisa é agora uma viajante no tempo, sem a ajuda de Pedro. Ela acaba desenvolvendo um laço com Vicente, seu terapeuta, mas com que mantém uma conexão ainda inexplicada – e que será a resposta mudar a linha do tempo de 2063.

O Pop Séries! conversou com os atores sobre o que esperar dos novos episódios. Confira:

POP SÉRIES – Diferente da primeira temporada, a segunda toca muito nos dilemas éticos e se, de fato, uma boa ação pode mudar o destino da humanidade. Vocês podem falar um pouco desta nova dinâmica?

SEU JORGE – Sacrificar a vida de uma pessoa para salvar várias é o que gente vê então nesta temporada, e a relação dela [Elisa] com Vicente e com a Maria. Ela se sente acolhida e vai levando esses questionamentos. No final, a gente vê que é uma boa ação que acaba mudando tudo. E tem muita semelhança com que a gente tá vivendo hoje, a questão da crise, o clima, da crise econômica, das notícias verdadeiras. E aborda esse lugar também sobre ética, sobre o que é realmente certo de fazer, a personagem parece viver esse conflito.

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* Qual são as principais diferenças que vocês sentiram entre a primeira e a segunda temporada?

SJ – Instigante, para mim foi teve um peso diferente, um frescor de novidade. É lógico que pela curta distância da primeira e a segunda, quando foi produzida, não teve assim um distanciamento do personagem para mim, né? Eu não fiquei tão distante de Pedro. Mas a novidade do Vicente, de outros personagens, foi impactante e conserva ainda em mim o frescor da linguagem.

MEL LISBOA – Eu confesso que eu tinha apego com a primeira temporada, porque antes de receber o texto em português eu ouvia o original chileno e fiquei enlouquecida com a série. E aí recebi o texto, livro, gravei e eu eu gosto muito deste trabalho, tenho um orgulho muito muito grande, porque eu acho texto e tudo, né, o desenho a direção do Gustavo e desenho de som, efeitos sonoros, a trilha, acho tudo muito bom assim. E aí eu tinha esse apego. Como é que vai ser? Tem sempre aquela coisa, a primeira temporada você fica achando maravilhosa, e a segunda temporada, será que vai ser tão boa? Eu eu fui essa pessoa. Aí eu comecei a ler foi me surpreendendo, assim, falei nossa, mas é isso mesmo. Não pera aí tem esses plot twist … fui entendo a medida que ia lendo. Quando eu fui gravar fui enlouquecendo e quando terminou eu falei: é tão boa ou melhor quanto a primeira temporada.

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* Vocês acham que há espaço para uma terceira temporada ou uma adaptação de Paciente 63 para uma série?

SJ – Fica a dica. Eu compro. Fica a sensação de sucesso também, uma história ótima, boa, dá vontade de você querer se aprofundar. E por que estamos falando de 2022, né? Seria muito interessante, eu ia curtir, mesmo não fazendo. Eu ia curtir ver uma coisa que eu fiz se transformar em uma outra …

ML – A segunda temporada ela termina de uma forma também para falar. Nossa. E aí quero saber mais, que é super bacana, igual à primeira temporada, então estamos aqui torcendo para uma terceira temporada porque acho que possível do jeito que acaba, tem material. A gente depende bastante dos ouvintes e da recepção, sabemos que é assim que funciona. Sigo na torcida. Quanto a fazer esta tradução, intermídia, eu acho sempre válido. A gente vê isso em todas as linguagens: literatura indo para teatro, para cinema … e porque não um áudio série para cinema ou uma série de TV. Não vejo nenhum problema, pelo contrário, acho que tem muito material para fazer uma série maravilhosa. Embora, que na web série, assim como na literatura, é o ouvinte que termina a história, termina de imaginar, a gente direciona, mas a gente que cria os personagens. E isto é muito rico.

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