Skip to main content

Atriz promoveu ficção científica do Prime Video na CCXP22

Periféricos é a aposta do gênero de ficção científica do Prime Video. A história é baseada no livro homônimo, de 2014, escrito por William Gibson. Além disso, a adaptação é assinada pelos criadores de Westworld, Jonathan Nolan e Lisa Joy, que atuam como produtores executivos.

Continua após a publicidade..

Na trama, ambientada há uma década no futuro, novas tecnologias modificaram a sociedade de maneiras imprevisíveis. Agora uma jogadora de videogames recebe uma conexão com uma realidade alternativa, bem como com um futuro sombrio.

Chloë Grace Moretz, que interpreta a protagonista Flynne Fisher, esteve no Brasil na CCXP22 junto com Lisa Joy para falar sobre a primeira temporada da série.

Continua após a publicidade..

Durante coletiva de imprensa, Lisa falou sobre os desafios de trazer para as telas uma história tão aclamada entre os fãs do gênero: “O show tem vida própria e ter alguém tão talentosa como Chloë… Sabe, quero fazer parte da vida dos personagens, ver como eles crescem, acompanhar os seus relacionamentos. Gosto do romance e também das cenas de luta. Mas há algo mais na história. Ela quer conquistar a confiança em si mesma, o seu poder. E acho que isso vai continuar.”

A produtora também revelou as suas inspirações para o projeto. “Eu tinha o material de origem, o que era ótimo. Conversamos muito sobre como é uma história de Cinderela, mas ao invés vez de saltos, ela coloca botas de combate e arrasa. Aqueles arquétipos clássicos em todas as histórias. Eu sinto que na ficção científica, você pode modernizar e criar uma visão, no entanto há uma razão pela qual são histórias arquetípicas. Acho que muitas pessoas podem se identificar com essa ideia de transformação. Eu acho que você apenas cresce organicamente com os personagens. Flynne se tornou tão forte ao fazer tantas escolhas difíceis. Ela realmente sento o peso do mundo sobre os seus ombros. E acho que passar por esse tipo de situação difícil muda alguém. E deixa uma marca neles. E crescer na idade adulta é reconciliar as partes mais sombrias de si mesmo com as partes mais leves, e as ambições de quem você quer ser moralmente.”

perifericos ccpx22

A partir da esquerda, Lisa Joy e Chloë Grace Moretz

Sobre a oportunidade de participar de seu primeiro projeto na TV, Chloë disse que se sente honrada com a personagem. “Ela e eu somos muito parecidas. Foi no primeiro encontro com Lisa e Jonathan que realmente comecei a pensar na Flynne, percebi os paralelos entre a minha vida e a dela. E quando fomos gravar notei ainda mais semelhanças, pois nós estávamos em 2019, na pré-pandemia, e não iniciamos até 2021. Acompanhar esta jornada com ela, eu explorei a minha feminilidade de uma maneira interessante. É descobrir sua voz, quem você quer ser e como deseja se comportar. E acho que realmente vemos isso na primeira temporada.”

No último episódio, Flynne desenterra muitos segredos do Instituto de Pesquisa e agora todos que ama estão em perigo! Para evitar o pior, ela cria uma conexão com seu corpo no passado. Assim, Cherise Nuland é convencida de que Flynne não pode ser mais localizada. Mas a personagem consegue reencontrar o inspetor Lowbeer no futuro, onde os dois podem começar a trabalhar em um novo plano para evitar o apocalipse.

“Adoraria uma segunda temporada e vê-la realmente em conflito com sua própria vontade. Eu acho que ela é uma personagem muito firme, mas acho que ver ela se questionando seria uma mudança interessante de posição, além disso, Burton [irmão da protagonista] e ela talvez tenham um pouco mais de atrito e não confiem um no outro”, refletiu a atriz.

O elenco de Periféricos conta também com a participação de Gary Carr, Jack Reynor, JJ Feild, T’Nia Miller, Louis Herthum, Katie Leung, Melinda Page Hamilton e Chris Coy.

A segunda temporada ainda não foi confirmada pelo Amazon Prime Video.

Organize sua maratona com o nosso Planner!

Julia Benvenuto

Jornalista formada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e pós-graduada em Jornalismo Cultural pela FAAP. É autora da tese "A Revolução dos Losers: como o seriado americano Glee representa a juventude do século 21".