Sessão de Terapia: nova supervisora promete desestabilizar Caio Barone na sexta temporada

Os fãs de dramas psicológicos densos já têm data marcada para retornar ao divã mais famoso do país. A aguardada 6ª temporada de Sessão de Terapia, série original Globoplay, estreia no dia 22 de maio no streaming. Durante a coletiva de imprensa de lançamento, Selton Mello não hesitou em traçar um paralelo ousado entre o ritmo do seriado nacional e o maior fenômeno de fantasia da TV mundial.

A grande virada deste novo ano está na mudança drástica de tom na vida do psicanalista Caio Barone. Após passar por uma fase marcada pelo acolhimento com o personagem de Rodrigo Santoro na temporada anterior, Caio agora terá que enfrentar o oposto no âmbito profissional. Entra em cena Rosa Gabriel, vivida pela premiada Grace Passô, que assume o papel de nova supervisora do protagonista.

Ao responder a uma pergunta do Pop Séries sobre como será essa nova dinâmica de poder, Selton Mello detalhou o peso dessa relação:” Vem agora a Rosa, que é o personagem da Grace, e que tem um jeito particular de trabalhar e é supostamente mais duro. Mas o que é também ser mais duro e mais doce? Talvez eram essas chacoalhadas que ela dá nele, era exatamente a doçura que ele precisava … Nesse Game of Thrones, literalmente assim, porque é uma série sentada, né? A grande estrela tá na sexta-feira, que é a pessoa que cuida da cabeça do protagonista.

A própria Grace Passô completou sobre o mistério envolto em sua personagem, detalhando o tenso jogo psicológico que se estabelece desde o primeiro minuto: “Ela tem algumas atitudes que são quase polêmicas de um certo ângulo assim em relação à terapia. Então isso é legal porque dá para ir ao longo dos episódios, ao longo da série, revelando um pouco por que ela tem esse jeito de ser … Esse recurso dramatúrgico é muito potente porque de alguma forma ele mantém o mistério dessa personagem por um tempo grande.”

Sessão de Terapia explora o burnout e outros dilemas

O segredo da longevidade de Sessão de Terapia, que alcança sua impressionante sexta temporada mantendo o trio original formado por Selton Mello, pela roteirista Jaqueline Vargas e pelo produtor Roberto d’Ávila, está na sua capacidade de se reinventar através de dores contemporâneas.

O consultório de Caio Barone estará cercado por fortes conflitos, trazendo dilemas modernos esmagadores. Alice Carvalho dá vida à Morena. Ela falou sobre as pressões que personagem vive, como o esgotamento: “Quando essa personagem tem uma coisa muito específica de sobrecarga, de exaustão, algo que pareça com burnout … eu lembro de estar numa leitura com o Selton … No outro dia de manhã acordei com uma torcicolo assim paralisada, a personagem tinha a mesma coisa. Foi uma loucura, assim, uma interseção muito engraçada … esse nó que eu fiquei no trapézio foi uma coisa que me acompanhou por algumas semanas.”

Outro ponto alto da temporada promete ser a jornada de Ingrid, interpretada por Bella Camero. Ela encarna uma jovem imersa no universo agressivo do mercado financeiro que recorre a estimulantes e anfetaminas para aguentar a pressão por alta produtividade. Ingrid vai parar no divã unicamente por exigência do RH de sua empresa. Bella revelou o quão exaustivo e acelerado foi o processo de gravação: “Você tá sentado, olhando duas pessoas se olhando num sofá. Mas acontece muita coisa. É mais exaustivo do que cena de ação, correria, tiro. Porque tá tudo muito vivo e o Selton estimula isso de um jeito que pra mim foi assim, um sonho … coitado de quem ficou do meu lado durante esse período que eu tava aceleradaça.”

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Para fechar a lista de pacientes, Olivia Torres vive Érika, uma jovem terapeuta em busca de supervisão que colocará em xeque as profundas cobranças sociais e biológicas ligadas à maternidade. A produção confirmou ainda a presença do veterano Paulo Gorgulho como Ulisses , além de mini-arcos com pacientes extras ao longo dos episódios — incluindo um arco inovador sobre um adolescente que se relaciona psicologicamente com uma inteligência artificial.

Com tanta densidade e atuações confirmadas, Sessão de Terapia prova que uma sala fechada com duas pessoas conversando pode ter muito mais ação do que os grandes blockbusters.

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