Se você está acostumado a ver Tom Holland saltando entre prédios com um sorriso no rosto, prepare-se para ter sua percepção completamente destruída. O novo lançamento da Netflix, The Devil All the Time (ou O Diabo de Cada Dia), acaba de chegar ao catálogo e já está sendo classificado como uma das experiências mais intensas, sombrias e viscerais do streaming nos últimos anos. Esqueça o tom heroico; aqui, o que impera é o desespero e a natureza humana em seu estado mais cru.
A trama, baseada no aclamado livro homônimo de Donald Ray Pollock, nos transporta para uma pequena e isolada cidade em Ohio, onde a fé se mistura com a loucura de formas inimagináveis. A história gira em torno de Willard Russell (interpretado pelo brilhante Bill Skarsgard, de It: A Coisa), um veterano de guerra atormentado que, em uma tentativa desesperada de salvar sua esposa do câncer, recorre a rituais sangrentos e sacrifícios que mudarão para sempre o destino de sua família. É nesse cenário de trauma que cresce Arvin Russell, o personagem de Tom Holland, que precisa lutar contra as forças do mal que cercam sua comunidade.
Falando em personagens complexos e produções de tirar o fôlego, você não pode deixar de conferir nossa análise sobre a evolução das séries de suspense da Netflix, em que exploramos como o streaming se tornou a casa oficial do gênero psicológico.
O que realmente eleva The Devil All the Time a um patamar de “imperdível” é o seu elenco de peso. Além de Holland e Skarsgard, temos um Robert Pattinson (o nosso eterno The Batman) entregando uma performance absolutamente asquerosa e magnética como um pregador nada convencional. Somam-se a eles nomes como Eliza Scanlen (Sharp Objects), Mia Wasikowska (A Colina Escarlate) e Sebastian Stan (Falcão e o Soldado Invernal), criando uma rede de personagens interligados por crimes, segredos e uma corrupção moral que não dá trégua ao espectador.

Crítica de The Devil All the Time
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O filme não tem medo de ser gráfico. O diretor Antonio Campos guia o público por uma espiral de violência que questiona os limites da religiosidade e da herança familiar. Arvin (Holland) tenta proteger aqueles que ama, mas se vê encurralado por um xerife corrupto e um casal de serial killers que cruza seu caminho de forma fatal. Cada minuto de The Devil All the Time é construído para causar desconforto, tornando a experiência de assistir quase um teste de resistência emocional.
Para os fãs de carteirinha de Tom Holland, este é o momento da virada. Ele prova, de uma vez por todas, que possui uma densidade dramática que vai muito além dos blockbusters da Marvel. Sua atuação é contida, mas explode em momentos de violência necessária que deixam qualquer um sem fôlego. O contraste entre sua juventude e a crueza do ambiente ao seu redor é o que guia o filme através de suas quase duas horas e meia de duração.
Se você está procurando algo leve para assistir no final de semana, este definitivamente não é o filme. Mas se você busca uma obra de suspense psicológico, com atuações de tirar o chapéu e uma fotografia de tirar o fôlego, The Devil All the Time é a sua próxima maratona obrigatória. Prepare a pipoca, mas talvez você perca o apetite no meio do caminho.
A atmosfera de The Devil All the Time é tão densa que você se sentirá transportado para as estradas empoeiradas de Ohio, sentindo cada traição e cada prece não atendida. É o tipo de filme que fica na cabeça por dias após os créditos subirem, forçando-nos a refletir sobre o peso das nossas escolhas e o ciclo interminável de violência que pode assombrar gerações.
E você está pronto para ver esse lado obscuro do “amigão da vizinhança”? Acha que Robert Pattinson vai roubar a cena novamente ou Tom Holland é o verdadeiro dono do filme? Conta para a gente nos comentários qual desses atores você está mais ansioso para ver fora da zona de conforto!





