Vinyl: crítica da primeira temporada
Crítica

Vinyl apresenta uma insana jornada ao mundo da música

Por 22 de maio de 2016 junho 5th, 2016 Sem Comentários
Vinyl: drama da HBO explora panorama da música 6

Qualquer ser humano que seja fanático por rock, punk rock ou cultura pop – sem dúvida alguma – gostaria de ter vivido em Nova York na década de 1970. A cidade, apesar de ser considerada um dos locais mais perigosos do mundo, foi responsável por hospedar artistas transgressores e expor as criações artísticas mais aclamadas da época.

Saiba mais sobre a primeira temporada do seriado

Diante desse cenário inspirador, o diretor Martin Scorsese realizou uma brilhante parceria com o líder da banda The Rolling Stones – Mick Jagger – e com Terence Winter (Boardwalk Empire, A Família Soprano) para criar Vinyl.

A série mostra o cotidiano Richie Finestra (Bobby Cannavale), o sócio de uma gravadora chamada American Century Records, que tenta alavancar seu negócio e lida com o uso abusivo da cocaína.

Vinyl: drama da HBO explora panorama da música

Vinyl: confira promo do segundo episódio

Jamie Vine (Juno Temple) e Kip Stevens (James Jagger)

A atração não apresenta narrativas inovadoras. Todas as histórias já foram vistas em diversos filmes de Hollywood: a gravadora que tenta lançar um artista de sucesso; a banda que busca incessantemente a fama; a garota que se apaixona pelo líder do grupo de rock; ou a linda mulher que perde sua independência em prol da família. Entretanto, a maneira como a trama é exposta faz com que o programa seja uma das melhores produções televisivas exibidas em 2016.

A loucura imposta para Richie – muito bem interpretado por Cannavale – torna o personagem um bom candidato para uma vaga no hall dos grandes anti-heróis da televisão americana. O elenco coadjuvante também mostrou grande versatilidade, como foi o caso de James Jagger ao interpretar o líder da banda Nasty Bits.

Vinyl: confira prévia do penúltimo episódio

Em relação à inserção da imagem de artistas reais na trama, o processo ocorreu de maneira condizente. Além da escolha dos atores ter sido muito bem realizada, nenhuma participação pareceu forçada para que o seriado ganhasse carisma ou popularidade. Devon era uma das “queridinhas” de Andy Warhol, Andrea era amiga íntima de David Bowie e Clarke teve sua vida complicada por Alice Cooper. Foi engraçado ver Joey Ramone como um jovem anônimo na plateia do show do Nasty Bits e deprimente assistir Elvis lidando com o envelhecimento e o fim de seu estrelato.

Vinyl: assista ao promo do season finale

Vinyl é capaz de despertar a nostalgia de uma época ou de situações que nunca foram vividas por seus telespectadores. Talvez, tenha sido por este motivo que o canal HBO foi certeiro ao renovar a atração para a segunda temporada. Afinal de contas, o público gostará de acompanhar a trajetória da fama dos Nasty Bits, o incrível surgimento dos Ramones e a explosiva inauguração do bar CBGB.

Amanda Negrini

Amanda Negrini

Jornalista formada pela Universidade Metodista de São Paulo e pós-graduada em Jornalismo Cultural pela FAAP. Especialista em cultura pop, é autora da tese "A Evolução das cantoras Pop Americanas: a criação de Madonna e a inovação de Lady Gaga".

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