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Zachary Quinto diz que se sentiu desafiado ao interpretar vampiro em ‘NOS4A2’

Por 31 de maio de 2019 Sem Comentários
nos4a2 temporada 1

Zachary Quinto é conhecido sua pluralidade de papéis na TV e no cinema. Ele já interpretou um serial killer, um médico perturbado e também o lendário Spock em Jornada nas Estrelas.

Agora o ator vive um vampiro assustador na série NOS4A2. O roteiro é uma adaptação ao livro de Joe Hill e conta a história de Charlie Manx. Ele é um imortal que se alimenta das almas das crianças e depois deposita o que resta delas em Christmasland, aldeia natalina produto de sua imaginação. Mas os seus planos são ameaçados com a chegada da jovem Vic McQueen.

Assista ao trailer de NOS4A2

O seriado estreia na segunda-feira (3), às 22h, no canal AMC.

Confira a seguir o bate-papo que tivemos com o ator:

POP SÉRIES – O que atraiu você para o papel do vampiro Charlie Manx?

ZACHARY QUINTO – Eu não li o livro, mas eu sinto que há algum tipo de estrutura e eu acho que há uma espécie paralela e interessante de fábula. Quer dizer, há uma ideia da inocência, da infância, sendo corrompida e manipulada. E acho que provavelmente é porque gosto deste show.

* Como foi a sua relação com as crianças que participam da série?

ZQ – É interessante e desafiador quando você está trabalhando com crianças em geral. Você tem que ter certeza que os atores estão cuidando deles e eles eram todos profissionais, talentosos e qualificados. Estava realmente impressionado com eles. Charlie percebe a vulnerabilidade deste jovens, dos pais que as abusam, e realmente acredita que está salvando elas.

* Você acha que a série faz parte do movimento recente intitulado pós-horror?

ZQ – Eu não sei se pós-horror é um pouco demasiado, um tipo curva esotérica. Você sabe o que filmes assustadores usam esse dispositivo, mas isso é provavelmente mais uma história de terror psicológico tradicional. São personagens reais movidos por relações dramáticas, entre pais e amigos, e seu desejo e necessidade de encontrar um lugar no mundo. Eu acho que a singularidade do show é que ele colide o mundo como vemos com o sobrenatural.

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* Como é a relação de Charlie com o carro? Parece que há um laço sentimental entre eles.

ZQ – O carro é realmente o motor da transferência da energia das crianças para Charlie, uma espécie de presença maligna. Na verdade, foi muito divertido de trabalhar no carro. Foi importante para mim fazer isso, tive que aprender a dirigi-lo. Charlie simplesmente não conseguia lidar com o peso do mundo ao longo dos anos, estava derrubado, então encontrou o carro e algo aconteceu. Então, você aprende mais sobre isso e no livro. Nós realmente não tocamos muito nesta questão na primeira temporada do show, mas eu imagino que se tivermos sorte o suficiente para fazer mais temporadas talvez isso seja algum lugar que vamos e explorar.

* Você está a acostumado a interpretar personagens com um senso moral diverso… O que fez você dizer sim ao papel?

ZQ – Obviamente, há algo em mim que me atrai para esses personagens. Não fiz a lição de casa há algum tempo e é sempre bom voltar para as coisas que eu sei que as pessoas gostam de me ver e elas pensam que eu sou assustador. Eu sei que sou uma pessoa muito legal, mas se você não me conhece não sabe disso. Eu não queria interpretar Charlie no início, quando me ofereceram eu disse não. Mas fui convencido a ler o roteiro que estava pronto e realmente fiquei surpreso. Logo falei com Jami O’Brien, o showrunner. Gostei que há uma protagonista feminina, achei interessante, e por essas razões e pela oportunidade de se transformar neste personagem fisicamente. Foi algo que me senti aberto para experiência.

* O que podemos esperar da relação ente Charlie e Vicky?

ZQ – Os dois estão acordando para o que eles são capazes, os seus poderes, e ela é provavelmente a única pessoa que pode detê-lo. E ele precisa de apoio, de um jeito distorcido, para todas as as crianças que capturou e está procurando por uma figura materna. Acho que ele sente realmente ameaçado pelo poder dela, mas as suas histórias correm por caminhos paralelos durante a maior parte da temporada. Vic tem o poder de criar pontes e encontrar coisas perdidas. Você vê isso no primeiro episódio, quando encontra o cartão de crédito da mãe. Então, ela percebe que pode usar o dom para achar Daniel e então ela acaba encontrando Charlie.

Julia Benvenuto

Julia Benvenuto

Jornalista formada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e pós-graduada em Jornalismo Cultural pela FAAP. É autora da tese "A Revolução dos Losers: como o seriado americano Glee representa a juventude do século 21".

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