Se você cresceu assistindo à Dorothy saltitar por uma estrada de tijolos amarelos enquanto cantava sobre um lugar além do arco-íris, é melhor respirar fundo. A série do gênero de fantasia, batizada de Emerald City, chegou para provar que a Terra de Oz pode ser muito mais letal, visceral e sombria do que qualquer pesadelo de infância ousou projetar.
No centro dessa tempestade está Dorothy Gale, interpretada pela magnética Adria Arjona. Esqueça a menina indefesa; aqui, Dorothy é transportada para um reino onde a magia foi banida por um soberano impiedoso e onde cada encontro na estrada pode ser o seu último. Mas o que realmente está fazendo a internet ferver não é apenas a nova estética de Dorothy, e sim o retorno triunfal de uma veterana das telas de um jeito que ninguém esperava.
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Joely Richardson, eterna estrela de Nip/Tuck, assume o papel de Glinda. Mas se você espera uma fada madrinha flutuando em uma bolha de sabão, prepare-se para o choque. A Glinda de Emerald City é uma força da natureza complexa, estrategista e, ousamos dizer, perigosa. Ela carrega o peso de um passado de opressão e uma rivalidade com suas irmãs bruxas que escala para níveis épicos de tensão.
Essa abordagem mais madura e psicológica dos personagens lembra muito o sucesso de outras reimaginações que vimos recentemente. Se você gosta de séries com temática em bruxaria, não deixe de conferir a nossa lista com as melhores do gênero.
A premissa de Emerald City é clara: mostrar Oz por uma perspectiva obscura. Quando Dorothy chega, ela não encontra apenas amigos; ela encontra sobreviventes de uma guerra ideológica entre a ciência e a magia. A fotografia da série abandona os tons sóbrios e abraça o épico, o árido e o imponente, criando uma atmosfera que sufoca e deslumbra ao mesmo tempo.
Por que Glinda é a chave de tudo?
A interpretação de Richardson é o ponto de virada da trama. Glinda não é apenas “boa” no sentido moral tradicional. Ela é uma líder política, uma mulher que mantém a ordem em um mundo que está desmoronando. A dinâmica entre ela e o Mágico de Oz revela camadas de corrupção e segredos que tornam o roteiro de Emerald City um quebra-cabeça viciante.
Os fãs de produções como Wicked e Once Upon a Time notarão imediatamente que o tom aqui é muito mais próximo de uma fantasia adulta como The Witcher. Não há espaço para o lúdico sem consequências. Cada decisão de Dorothy em busca do caminho de volta para casa impacta o equilíbrio de poder em Oz, e Glinda parece estar sempre três passos à frente de todos.
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Uma Oz para a nova geração
A série não tem medo de ser estranha. Vemos o Espantalho, o Homem de Lata e o Leão Covarde serem apresentados não como criaturas fantásticas, mas como figuras trágicas e, por vezes, aterrorizantes, que Dorothy encontra em sua jornada de autodescoberta. Adria Arjona entrega uma protagonista resiliente, que usa sua inteligência médica do mundo moderno para navegar em um reino arcaico e supersticioso.
Se você procura uma maratona que desafie sua nostalgia e entregue uma estética cinematográfica de tirar o fôlego, Emerald City é a escolha obrigatória da semana. É uma prova de que até as histórias mais antigas podem ganhar uma vida nova e pulsante quando os produtores têm a coragem de mergulhar nas sombras.
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