Marty Supreme: atuação de Timothée Chalamet em filme pode tirar o Oscar de Wagner Moura

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Timothée Chalamet acaba de consolidar seu status como o maior talento de sua geração ao levar o Globo de Ouro de Melhor Ator em Comédia ou Musical. No entanto, o que realmente está tirando o sono dos cinéfilos brasileiros é o fato de que sua performance em Marty Supreme se tornou a maior ameaça para Wagner Moura na corrida pelo Oscar 2026. O longa, dirigido por Josh Safdie, não é apenas um filme sobre esporte; é praticamente um estudo sobre o narcisismo e a obsessão pelo sucesso no pós-guerra em Nova York.

A entrega de Chalamet é imediata e arrebatadora. No papel de Marty Mauser, ele personifica um jovem ambicioso do Lower East Side que transforma o tênis de mesa em uma arena de sobrevivência e autoafirmação. O filme, que estreou nos EUA em pleno Natal e finalmente chega aos cinemas brasileiros, mistura uma estética caótica com momentos de profunda vulnerabilidade emocional. Enquanto muitos esperavam uma biografia tradicional, Safdie entrega uma “comédia-dramática esportiva” eletrizante que foca na luta de um homem para ser reconhecido e patrocinado em um mundo que o ignora.

Vale lembrar que essa não é a primeira vez que o ator mergulha em papéis complexos que desafiam sua imagem de “queridinho de Hollywood”. Em produções anteriores da produtora A24, já vimos o ator explorar nuances sombrias e autênticas, como o seu papel de revelação no aclamado Lady Bird: A Hora de Voar, onde interpretou um adolescente pretensioso e cínico, e em Noites Quentes de Verão, um suspense onde viveu um jovem envolvido com o tráfico de drogas. S

Se você quer entender como ele chegou a este nível de maturidade artística, precisa conferir nossa análise sobre a evolução de Timothée Chalamet em Duna: Parte Dois, onde ele provou que consegue carregar blockbusters e dramas íntimos com a mesma competência.

Marty Supreme brinca com ficção e realidade

bastidores de marty supreme
Timothée Chalamet nos bastidores de Marty Supreme

Marty Supreme não é uma cinebiografia literal. O roteiro é uma obra de ficção inspirada na vida de Marty Reisman (1930–2012), uma lenda do tênis de mesa conhecida por seu estilo teatral e roupas extravagantes. Reisman venceu 22 títulos importantes, mas era, acima de tudo, um hustler — um vigarista profissional que apostava dinheiro em jogos de rua e fazia exibições em intervalos de partidas de hóquei.

No filme, Timothée Chalamet eleva essa figura a um novo patamar de complexidade. O personagem Marty Mauser é uma versão hiper-narcisista de Reisman. Ele divide seu tempo entre partidas competitivas de pingue-pongue e esquemas absurdos para financiar sua viagem ao Japão. A trama ainda insere elementos dramáticos intensos, como o romance turbulento com Kay Stone, interpretada pela vencedora do Oscar Gwyneth Paltrow.

A inspiração veio diretamente do livro de memórias de Reisman, The Money Player. Segundo relatos da produção, o diretor Josh Safdie decidiu filmar a história após descobrir a obra por indicação de sua esposa, enxergando nela uma oportunidade de retratar uma subcultura esquecida de sonhadores e trapaceiros na Nova York dos anos 1950.

O que torna a atuação de Chalamet em Marty Supreme tão perigosa para seus concorrentes na temporada de premiações é a sua coragem em interpretar alguém que não busca a simpatia do público. Mauser é um homem obcecado por validação social e reconhecimento, frequentemente manipulando aqueles ao seu redor.

Chalamet, que também atua como produtor do longa, descreveu o personagem como alguém com uma “ambiguidade moral necessária para ser humano”. Em diversos momentos, o filme deixa de lado a ação frenética das mesas de jogo para focar apenas no rosto do ator em momentos de vulnerabilidade emocional, capturando a solidão de um homem que só se sente vivo quando está sob os holofotes.

Com a vitória no Globo de Ouro, o burburinho em torno do Oscar 2026 atingiu grandes expectativas. A direção  de Safdie e o estilo narrativo ousado, que foge dos clichês de filmes de esporte, colocaram Marty Supreme como o filme a ser batido.

Para os fãs brasileiros, a expectativa é enorme. O longa explora temas universais de ambição e o preço da fama, ambientados em uma estética de época impecável. O filme coloca em discussão como o talento bruto pode ser tanto uma ferramenta de ascensão quanto uma prisão psicológica.

E você, acha que Timothée Chalamet realmente merece o Oscar este ano ou Wagner Moura ainda é o favorito no seu coração? Deixe seu comentário abaixo e compartilhe sua opinião com a gente!

 

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