Quando a Fox anunciou o cancelamento de Lucifer, muitos fãs ficaram chocados com a notícia. O mesmo sentimento foi compartilhado pelo elenco da série, que logo encabeçou a campanha para salvar o show.
A Netflix decidiu dar uma nova chance ao seriado que conta a história de Lucifer Morningstar, o Diabo, em suas aventuras por Los Angeles. É fato que grande parte do sucesso do show está nitidamente apoiado no carisma e talento de Tom Ellis. Os atores coadjuvantes – Lauren German, Lesley‑Ann Brandt e Kevin Alejandro – são elemento importante no desenvolvimento da trama, mas não garantem a longevidade do show.
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Com episódios reduzidos, a quarta temporada teve como tema central a descoberta da real identidade de Lucifer por Chloe Decker. A policial viaja para Itália na esperança de entender melhor a origem do amigo, no entanto é atraída para um plano maligno de um padre local. Ao mesmo tempo, a primeira namorada do protagonista, Eva, reaparece para construir um triângulo amoroso sobrenatural – e um pouco clichê. E, no final, o conflito entre os três personagens acabou tendo o desfecho previsível.
O modelo mais compacto também favoreceu a série. Com menos crimes para resolver, os roteirista conseguiram ressaltar o que Lucifer tem de melhor: o drama centrado na evolução do anti-herói. Mesmo com atitudes controversas, ele continuou a questionar o seu papel nos planos de Deus, a sua posição como Rei do Inferno e a sua bondade recém-descoberta.
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Outro destaque foi o nascimento do bebê de Linda e Amenadiel (D. B. Woodside), que fez Lucifer abrir mão de seu maior desejo para garantir a segurança do sobrinho nefilim. Com uma revolução iminente no submundo, o protagonista reassume o papel de comandante do purgatório. Para isso, abre mão de seu único amor.
Se houver uma quinta temporada, os criadores dizem que já sabem como resgatar Lucifer de seu castigo. Será que outro anjo assumirá o seu papel? Mazikeen pode ser a chave de sua libertação? E, aliás, quando finalmente vamos conhecer Lilith? Tantas possibilidades já são bons incentivos para uma renovação!
Julia Benvenuto é jornalista formada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e pós-graduada em Jornalismo Cultural pela FAAP (Fundação Armando Alvares Penteado). Com sólida experiência na cobertura de entretenimento e cultura, atuou como repórter para veículos de grande prestígio nacional, como a revista Casa e Jardim e o jornal Folha de S.Paulo. É pesquisadora da cultura pop e autora da tese acadêmica "A Revolução dos Losers: como o seriado Glee, valendo-se de símbolos da cultura pop e técnicas de dramatização da Broadway, representa a juventude do século 21”. No Pop Séries, dedica-se à crítica cinematográfica, à análise de narrativas televisivas e à cobertura dos principais lançamentos do mercado de streaming.


