Downton Abbey: por que Mary e Tom não ficaram juntos na série?

Se voltarmos ao tempo da quinta temporada de Downton Abbey, lembramos do frenesi: Lady Mary (Michelle Dockery) e Tom Branson (Allen Leech) eram os solteiros mais cobiçados de Yorkshire. Ambos haviam perdido seus grandes amores — Matthew e Sybil — de forma trágica. A lógica de Hollywood gritava que eles deveriam se unir. No entanto, hoje, após o encerramento da série e a exibição dos filmes cinematográficos, entendemos que o “não” de Julian Fellowes foi um ato de respeito à memória da família Crawley.

A própria Michelle Dockery, na época, já tentava acalmar os ânimos ao dizer que eles eram “apenas bons amigos”. Mas, vistos com o distanciamento de hoje, percebemos que o relacionamento deles era o verdadeiro “porto seguro” da mansão. Mary, com sua língua afiada e frieza aristocrática, só baixava a guarda para Tom. Ele, o ex-motorista que se tornou o administrador da propriedade, era o único capaz de dizer as verdades que Mary precisava ouvir. Unir os dois romanticamente transformaria essa dinâmica de mútua admiração em um drama doméstico comum.

Downton Abbey: curiosidades dos bastidores da série

O fantasma de Sybil

Um dos motivos pelos quais o romance nunca floresceu foi o respeito quase sagrado à irmã mais nova de Mary, Sybil. Tom era o elo de Mary com a irmã que ela tanto amava, e vice-versa. Em Downton Abbey, um beijo entre Mary e Tom soaria como uma traição à memória daquela que rompeu barreiras para unir os dois mundos.

Ao longo das temporadas finais e dos filmes, vimos Tom seguir seu próprio caminho. Ele teve o polêmico envolvimento com a governanta Sarah Bunting (Daisy Lewis), que desafiou sua posição na casa, e finalmente encontrou a felicidade no cinema com Lucy Smith. Enquanto isso, Mary seguiu para os braços do veloz Henry Talbot. Embora muitos fãs ainda prefiram a estabilidade de Tom ao espírito aventureiro de Henry, a escolha de Mary reforçou sua independência e sua posição como a verdadeira “matriarca” de Downton.

downton abbey 2
Depois do encerramento da série, Downton Abbey ganhou três filmes

A amizade como protagonista

O grande segredo de Downton Abbey é que o relacionamento mais duradouro e estável da série não foi um casamento, mas a parceria de Mary e Tom na gestão da propriedade. Eles se tornaram os pilares que seguraram a mansão durante a modernização do século XX. Nos filmes, essa conexão é celebrada de forma sutil: Tom é o confidente de Mary quando ela assume as rédeas da casa sozinha, provando que a lealdade de um cunhado pode ser muito mais poderosa do que a paixão de um marido.

15 séries de época para uma maratona inesquecível

Olhando para a trajetória completa agora, percebemos que um romance entre eles teria sido uma solução fácil. Ao mantê-los separados, a série nos deu algo mais raro: uma amizade profunda, intelectual e eterna entre um homem e uma mulher que aprenderam a se amar através da perda.

No final das contas, Mary e Tom não ficaram juntos porque eles já eram algo muito mais forte: eles eram o coração de Downton Abbey.

Você ainda acha que eles deveriam ter terminado como um casal ou concorda que a amizade deles é o ponto mais bonito da série? Comente abaixo se você prefere o final da Mary com o Henry ou se o Tom era o verdadeiro par dela!

Inscreva-se
Notificação de

0 Comentários
Novos
Antigos Mais votados
Feedbacks em linha
Ver todos os comentários

Pop Séries TV