Extant: crítica da primeira temporada
Crítica

Extant: a boa história de ficção científica que merece ser vista

Por 14 de novembro de 2014 abril 22nd, 2016 Sem Comentários
Extant: a boa história de ficção científica que merece ser vista 2

 

spoilerUma coisa é certa: as histórias sobre viajantes no tempo, seres de outros planetas, alienígenas salvadores e aventuras no espaço nunca estiveram tão em voga como nos últimos anos.

No cinema, A.I. – Inteligência Artificial (2001), Gravidade (2013) e, mais recentemente, Interestelar (2014) conseguiram dar uma abordagem moderna ao gênero. A saga planetária de George Lucas, Star Wars, também ganhará uma continuação em uma nova versão dos estúdios Disney.

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Na televisão, a ficção científica havia conquistado somente um nicho seleto de telespectadores. Com exceção de Doctor Who, que chegou às telas inglesas pela primeira vez em 1963, as narrativas futuristas presenciaram mais fracassos do que sucessos. Alf, o ETeimoso conseguiu ficar no ar de 1986 a 1990, graças ao carisma do boneco comilão e carinhoso. No entanto, séries como Firefly (2002-2003), Battlestar Galactica (2004) e Almost Human (2014), do célebre produtor J.J Abrams, não tiveram o mesmo destino.

Extant tenta romper com essa resistência do público televisivo, que começa a aceitar o mundo geek e as produções de super-heróis com mais entusiasmo. Para começar, o seriado conta com a produção de Steve Spielberg e atuação de dois protagonistas promissores: Halle Berry e Goran Visnjic.

A narrativa tem início quando Molly Woods decide embarcar em uma missão solitária por 13 meses no espaço. Na ocasião, a astronauta tem um encontro estranho com o ex-namorado, morto em um acidente de carro. A visão deixa de ser uma alucinação quando ela descobre que está grávida.

Assista ao trailer de Extant

O pequeno Ethan rouba a cena apresentando dilemas pertinentes em uma vida cada vez mais dependente da tecnologia

O pequeno Ethan rouba a cena apresentando dilemas pertinentes em uma vida cada vez mais dependente da tecnologia

Com o apoio do marido e do filho robô (um protótipo com sentimentos e emoções humanas), a personagem tenta desvendar o motivo da conspiração em que se envolveu e os perigos da interação inesperada. Quem são estes seres que adquirem formas humanas? O que eles querem em nosso planeta?

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O roteiro de suspense é carregado de perseguições e segredos, que são devidamente misturados com um bom drama familiar. Ethan, o filho não humano, é capaz de sacrifícios inestimáveis pela segurança de quem ama. Sendo assim, como não se perguntar onde estão os limites entre a inteligência artificial e a natural de nossa espécie?

Tais dilemas são tocados por diversas vezes nas obras de Spielberg que encontrou na criatividade de Mickey Fisher, o criador da série, a parceria perfeita para empreitada. Uma pena que o programa não tenha atingido os índices esperados pela CBS, que optou por renová-la para o segundo ano mesmo assim. Talvez, o que falte no roteiro seja uma dosagem no desenvolvimento dos enredos paralelos: com apenas 13 episódios em seu primeiro ano, quase todos os conflitos caminharam muito rapidamente na trama. Quem sabe, a decisão por esta abordagem esteja ligada ao receio de um cancelamento precoce. Ainda bem que este não é o caso.

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Julia Benvenuto

Julia Benvenuto

Jornalista formada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e pós-graduada em Jornalismo Cultural pela FAAP. É autora da tese "A Revolução dos Losers: como o seriado americano Glee representa a juventude do século 21".

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