Crítica: quarta temporada de Glee
Crítica

Glee: quarta temporada é morna, mas não perde brilho

Por 7 de junho de 2013 abril 26th, 2016 Sem Comentários

 

spoiler

O sucesso do show de Ryan Murphy é incontestável. O primeiro diferencial de Glee é a mistura bem-sucedida de comédia, ironia e performances espetaculares. O segundo é a capacidade artística de seu elenco, encabeçado pela poderosa voz de Lea Michele.

A fórmula, no entanto, enfrenta dilemas. Com a atenção voltada, cada vez mais, para Nova York o futuro do clube do coral em Lima está fadado ao fim. As histórias dos novos integrantes soam repetitivas e não captam a atenção do telespectador. Somente o elenco principal – que volta e meia retorna para participações especiais – consegue levantar os índices de audiência da série.

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A verdade é que Glee está mudando. Como Dawon’s Creek, os jovens protagonistas cresceram e Ohio não é mais suficiente para acomodar os seus sonhos. Dito isso, os melhores episódios da quarta temporada da comédia musical ocorreram na Big Apple. Rachel (Lea Michele) enfrentou as investidas da sua professora frustrada e maldosa de NYADA, interpretada por Kate Hudson. Enquanto Kurt, recebeu a orientações de carreira de, literalmente, um ícone da moda, Sarah Jessica Parker. Na grande cidade, o leque de opções parece ser infinito e surpreendente.

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Enquanto isso, nos corredores do William McKinley High School, as histórias não encontram um caminho original. Os primeiros episódios trouxeram outro triângulo amoroso (Jake-Marley-Ryder) que rapidamente se resolveu. Will terminou com Emma e, é claro, reatou como o esperado. Sem o terrível e galante Jesse St. James, até a disputa dos corais ficou morna. Nem os copos repletos de raspadinhas apareceram e os alunos permaneceram quase ilesos pelos 22 episódios da temporada. O único ápice da narrativa foi o de colocar Becky no centro de um conflito polêmico, principalmente, nos EUA: o tiroteio em escolas. Os roteiristas precisaram de coragem para dar a culpa ao incidente a uma pessoa com necessidades especiais.

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O brilho reapareceu somente nos últimos capítulos. Finn não deu as caras (Cory Monteith foi internado em um centro de reabilitação na época das filmagens), mas a ausência do personagem não fez tanta falta.  Rachel conseguiu a segunda chamada para audição de Funny Girl, o que nos leva a perguntar se ela realmente conseguirá o papel na próxima temporada. Tina, Artie e Blaine já estão arrumando as suas malas para se mudarem para Nova York. E Murphy cogita uma possível reviravolta na atração mais centrada na vida na cidade grande. O hiato – Glee só retorna no final do ano – promete grandes decisões.

 

Julia Benvenuto

Julia Benvenuto

Jornalista formada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e pós-graduada em Jornalismo Cultural pela FAAP. É autora da tese "A Revolução dos Losers: como o seriado americano Glee representa a juventude do século 21".

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