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spoilerPara aqueles que torciam para a felicidade de Don Draper (Jon Hamm), o desfecho de Mad Men foi um verdadeiro deleite. Após sete temporadas de uma grande evolução pessoal, era de se esperar que um protagonista tão contraditório recebesse algum tipo de punição. Talvez ela não tenha sido tão drástica, com a morte ou uma doença incurável, mas Don teve uma satisfatória lição de autoconhecimento.

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Em entrevistas concedidas semanas antes do último episódio, o criador da série, Matthew Weiner, afirmou que optou por um final simples e de profunda reflexão. Mais do que um seriado de televisão, Mad Men conseguiu um patamar de um excelente retrato de uma década da história americana. Por isso, o destino dos personagens foi escolhido de forma tão cuidadosa.

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Mad Men

Joan Harris (Christina Hendricks) e Peggy Olson (Elisabeth Moss)

Após longos de anos decepcionando as pessoas ao seu redor, Don teve a nítida percepção de que ele não se fazia mais necessário em sua família. Não importava quanto amor ou culpa ele sentisse. Betty (January Jones) não quis encontrar o ex-marido, após descobrir um câncer terminal, e Sally mostrou que aprendeu a jamais depender do pai novamente. Com personalidade forte e determinação, ela mostrou uma força interior para apoiar a mãe e cuidar de seus irmãos.

Sobre as mulheres que lideraram o feminismo na série, nada mais do que gratificante ao ver Joan Harris (Christina Hendricks) comandando seu próprio negócio e tendo uma autonomia devastadora. Pena que Peggy Olson (Elisabeth Moss) não tenha tido coragem suficiente para ser sua sócia. A protagonista merecia mais do que um final de contos de fadas romântico.

O que também contou a favor de Mad Men foi a linearidade em que a atração foi finalizada. Não houve grandes rompantes ou arrependimentos morais. Roger continuou desfrutando da vida, com sexo, drogas e mulheres bonitas.

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Assim como um bom retrato da realidade, muitas pessoas não precisam de grandes feitos para pagarem seus pecados ou desejarem absolvições. Pelo contrário, há uma sensação de liberdade admirável ao observar que os personagens não tenham sido castigados. Eles apenas entraram na década de 1970 refletindo sobre seus fracassos e glórias, na expectativa de serem bem-sucedidos e viverem um novo sonho americano.

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Amanda Negrini

Jornalista formada pela Universidade Metodista de São Paulo e pós-graduada em Jornalismo Cultural pela FAAP. Especialista em cultura pop, é autora da tese "A Evolução das cantoras Pop Americanas: a criação de Madonna e a inovação de Lady Gaga".