Crítica da primeira temporada de Outcast
Crítica

Outcast: série investe em boas possessões demoníacas

Por 24 de agosto de 2016 abril 23rd, 2017 Sem Comentários

spoilerDepois do fenômeno de The Walking Dead, Robert Kirkman decidiu se engajar em mais uma adaptação de suas histórias em quadrinhos.

Outcast, recentemente exibida pela Fox1 no Brasil, acompanha a saga de Kyle Barnes (Patrick Fugit), um homem que vive com um dom penoso: ele consegue ajudar pessoas que são possuídas por demônios. Morador de uma pequena cidade chamada Rome, ele ajuda o reverendo local a se livrar das forças do mal.

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No início, a série parece caminhar para um procedural, em que cada semana um novo caso é resolvido. Porém, o que contou a favor da atração é a evolução do arco narrativo de Kyle. Por mais que ele tente fugir de seu destino, todas as pessoas ao ser redor se tornam vulneráveis às forças do diabo. Além de perder a mulher, ele precisa lidar com o fato de que sua filha também possui os mesmos poderes.

Outcast

Kyle Barnes (Patrick Fugit) e o reverendo Anderson (Philip Glenister) expulsam os demônios de Rome.

A narrativa que envolve o reverendo Anderson (Philip Glenister) também se torna válida por conta de como a sua fé e vista pelos habitantes da cidade. Ao longo dos episódios, o personagem – que era um líder extremamente respeitado – passa a ser considerado um fanático, já que não sabe lidar com o seu comportamento explosivo e sua honestidade.

Talvez a atração se apresente mais interessante ao aumentar as cenas de terror, que são muito bem executadas. Apelar apenas para o suspense, com o uso intensivo da trilha sonora pode não sustentar a audiência por muito tempo.

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Como já sabemos, o filme O Exorcista ganhará uma adaptação televisiva e as possessões demoníacas estarão em foco na próxima temporada. Com isso, o telespectador só tem a ganhar com cenas, cada vez, mais horripilantes.

Amanda Negrini

Amanda Negrini

Jornalista formada pela Universidade Metodista de São Paulo e pós-graduada em Jornalismo Cultural pela FAAP. Especialista em cultura pop, é autora da tese "A Evolução das cantoras Pop Americanas: a criação de Madonna e a inovação de Lady Gaga".

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