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Em 2014, o canal americano WGN decidiu investir em séries de ficção e Salem foi a atração escolhida para ser exibida no primeiro semestre do ano. Com o objetivo de reviver a caçadas às bruxas na cidade mais misteriosa dos Estados Unidos, o seriado conquistou uma audiência favorável – cerca de 1.5 milhões de pessoas na estreia – apesar de cometer alguns erros primários na evolução da trama e em suas interpretações.

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Os criadores da série, Adam Simon e Brannon Saga, decidiram construir a história através de personagens que foram importantes para a América nas décadas de 1600. John Alden foi um importante colonizador e Mary Sibley uma respeitável educadora. Não há indícios que eles se conheceram na vida real, mas no seriado formam um casal apaixonado que dribla barreiras para construir um final feliz.

Salem ampara-se na premissa básica de qualquer série de terror de bruxaria. Animais peçonhentos, rituais satânicos e torturas estão presentes em todos os episódios. Nesse sentido, a série cumpre o seu papel, pois não teve receio de exibir cenas que chocassem os telespectadores, como as imagens iniciais em que Mercy Lewis (Elise Eberle) é exposta em uma coleira pelas ruas da cidade.

Mercy Lewis (Elise Eberle) é hostilizada pelos habitantes de Salem

Mercy Lewis (Elise Eberle) é hostilizada em Salem

Entretanto, a falta de criatividade na construção dos relacionamentos fez com que o programa apresentasse uma trama rasa. Relacionamentos proibidos, manipulações com adolescentes e problemas entre pai e filho não contribuíram para desfechos inovadores. A fraca interpretação, principalmente de Janet Montgomery como Mary Sibley, também prejudicou o desenrolar da narrativa.

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Realizar uma série de bruxaria – principalmente agora que o tema está na moda – representa um desafio ambíguo. Apesar de registrar bons índices de popularidade, Salem não consegue se igualar às produções que se transformaram em fenômenos da cultura pop, como American Horror Story: Coven.

A descoberta de que o filho do casal de protagonistas está vivo deu à história um impulso que pode ser bastante satisfatório na segunda temporada. Além disso, a promessa dos criadores em trazer novas bruxas também pode ajudar na construção de um enredo sólido. A intenção é que os rituais de bruxaria se tornem secundários diante de uma dinâmica narrativa mais atraente.

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Amanda Negrini

Jornalista formada pela Universidade Metodista de São Paulo e pós-graduada em Jornalismo Cultural pela FAAP. Especialista em cultura pop, é autora da tese "A Evolução das cantoras Pop Americanas: a criação de Madonna e a inovação de Lady Gaga".