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spoilerEm seu nono ano, Supernatural mostrou porque é uma das séries mais aclamadas no gênero sobrenatural. A história de dois caçadores de demônios – Sam e Dean Winchester – conquistou uma legião de fãs no mundo e também o último People’s Choice Awards na categoria “bromance” (em português, algo como amor fraterno).

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A química entre os personagens principais é um dos chamarizes do show, que também triunfa ao trazer uma narrativa extremamente convincente sobre os mistérios que envolvem a criação da humanidade. Nesta temporada, a guerra entre os anjos (que perderam as suas asas ao serem expulsos do céu) ocupou grande parte dos episódios. Principalmente, com o retorno de Castiel (Misha Collins) ao elenco regular.

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Acompanhar as experiências dos ex-anjo como humano acrescentou o tom cômico necessário à história sombria. Outra surpresa foi a ótima atuação de Mark Sheppard como o rei do inferno, Crowley. Deposto de seu cargo por Abaddon e repleto de sentimentos humanos, o personagem revelou um lado ainda não conhecido aos telespectadores. O demônio cativou tanto que garantiu um posto fixo na décima temporada do seriado.

Durante a Comic-Con de 2013, o criador da atração, Eric Kripke, já havia anunciado que a nova fase de Supernatural contemplaria com maior profundidade os laços da irmandade. Para quem assiste à série desde o início, a sensação recorrente é que Dean (Jensen Ackles) sempre salvou o irmão das situações de vida ou morte. Do aprisionamento no inferno aos testes para acabar por vez com a tirania de Crowley, o protagonista nunca deixou de assumir as suas responsabilidades como o irmão mais velho. Sendo assim, fica fácil perceber como o instinto protetor norteou a relação dos caçadores neste ano.

 Assista ao trailer da décima temporada

A descobrir a sua possessão pelo anjo Gadreel, o culpado pela morte de Kevin, Sam (Jared Padalecki) não poupo esforços para acusar o parceiro de luta. Mas, quando Dean é assassinado por Metatron, o personagem é capaz de invocar o pior inimigo para salvar o irmão do leito de morte.

Toda essa dinâmica fez do season finale um dos mais eletrizantes do seriado até então. Sob os efeitos da marca de Caim, e munido da primeira lâmina, Dean abraçou o seu fim trágico. Ele, no entanto, não sabia que a sua morte significaria um destino pior o do que premeditado: o de se transformar em um demônio. Resta saber como o caçador enfrentará a nova situação e se uma cura – se é que ela existe – será a solução para o dilema. As perspectivas não são boas, ainda mais quando Castiel enfrenta uma escassez de superpoderes.

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Julia Benvenuto

Jornalista formada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e pós-graduada em Jornalismo Cultural pela FAAP. É autora da tese "A Revolução dos Losers: como o seriado americano Glee representa a juventude do século 21".