The Blacklist: crítica da 1ª temporada
CríticaThe Blacklist

The Blacklist apresenta boa trama com excelentes atuações

Por 16 de maio de 2014 julho 7th, 2017 Sem Comentários
The Blacklist: seria Red o pai de Elizabeth? 2

spoilerO canal NBC conseguiu um ótimo resultado ao apostar em The Blacklist. A série, que é uma das mais elogiadas do fall season 2013, conquistou bons índices audiência ao exibir uma trama dinâmica, misteriosa e envolvente.

A atração acompanha a vida de um dos criminosos mais procurados pelo FBI, Raymond Reddington (James Spader) que resolve se entregar voluntariamente para as autoridades. Com muita audácia, ele propõe um acordo: fornecer uma lista negra de assassinos e terroristas em troca de imunidade. E também há uma cláusula importante. Red somente conversa com a agente Elizabeth Keen (Megan Boone), recém-admitida na organização policial.

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O grande sucesso que envolve o seriado são os segredos que permeiam a história. Lizzie nunca tinha ouvido falar em Red antes da proposta, mas ao longo dos episódios, percebe que o bandido está diretamente envolvido com o seu passado e origem. Além disso, seu cotidiano é completamente desconstruído quando ela descobre que seu marido é um assassino profissional que foi contratado para vigiá-la. Tudo em sua vida era uma farsa até a chegada de Red.

A construção do personagem de James Spader é também um trunfo do programa e a talentosa interpretação do ator deve ser elogiada. Apesar de possuir características básicas de um vilão, como a ironia e o narcisismo, Red não é qualquer criminoso. Há um equilíbrio muito bem estruturado em seu papel de anti-herói. Mesmo tendo uma verdadeira obsessão por Lizzie, ele não é amável ou condizente com as ações da jovem. Red atua com crueldade e praticidade, mostrando que há algo de amargo por trás de suas boas ações.

 

 

Tom Keen (Ryan Eggold) e Elizabeth Keen (Megan Boone)

Tom Keen (Ryan Eggold) e Elizabeth Keen (Megan Boone)

 

O que conta a favor de The Blacklist é a coragem de seu criador, Jon Bokenkamp, em mudar a trama bruscamente. Com poucos dramalhões catastróficos e mais cenas de ação, o seriado não poupa a vida de personagens decisivos. As reviravoltas foram tão bem implementadas, que o espectador tem a impressão de que haverá uma grande cena ou uma excelente surpresa no próximo episódio. A morte de Tom Keen (Ryan Eggold), por exemplo, no desfecho da primeira temporada comprova que a trama não está presa a nenhum futuro previsível ou enrolações desnecessárias. Ele precisava morrer para que Lizze tivesse uma evolução em sua história de vida.

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O roteiro foi tão bem construído que os fãs da série elaboraram diversas teorias sobre o relacionamento de Red e Lizzie. O caminho mais simples era de que o assassino seria seu pai biológico, o que foi desmentido no meio da primeira temporada. Há também quem acredite que Red foi o culpado pela morte dos pais de Lizzie e que o criminoso está em busca de redenção. Talvez, o único fator preocupante da atração seja a criação de uma reposta plausível para esse envolvente mistério. Entretanto, o eletrizante fim do primeiro ano mostra que o seriado merece um grande voto de confiança.

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Amanda Negrini

Amanda Negrini

Jornalista formada pela Universidade Metodista de São Paulo e pós-graduada em Jornalismo Cultural pela FAAP. Especialista em cultura pop, é autora da tese "A Evolução das cantoras Pop Americanas: a criação de Madonna e a inovação de Lady Gaga".

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