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spoilerO spin-off de Once Upon a Time tem tudo para dar certo, pelo menos na teoria. Com foco na jornada de Alice (Sophie Lowe) no País das Maravilhas para encontrar o seu amado, o piloto tenta capturar a atenção do público que já é aficionado as aventuras de Storybrooke.

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A série não possui salvadores, laços familiares complicados ou então heroínas dos contos de fada. Toda narrativa é centrada em histórias de amor. Além da protagonista, o Valete de Copas (Michael Socha), um dos personagens mais carismáticos e autênticos, possui o seus próprios sentimentos para lidar: Anastácia, a sua antiga ex, o trocou por um posto no trono e o papel de a Rainha de Copas (Emma Rigby).

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A busca pela o Gênio, dado até então como morto, é o que faz Alice embarcar novamente pelo buraco do coelho. Internada em um hospício, a garota guarda profundos ressentimentos com o pai, que não acreditou nas suas visitas ao pitoresco local, de cogumelos mágicos e lagartas falantes.

Referências à Floresta Encantada não faltam e Robin Hood foi o primeiro a embarcar em um crossover. O que o piloto precisa, no entanto, é de personagens fortes, profundos, complexos e carismáticos. Jafar, vivido por ex-Lost Naveen Andrews, não conquista. A nova rainha, quando comparada a Cora (Barbara Hershey), não convence. E a ausência do Chapeleiro Maluco (Sebastian Stan) incomoda tanto que prejudica o segmento da história.

Wonderland: aparição de Barbara Hershey é confirmada

Lana Parrilla, como a impiedosa Regina/Rainha Má, consegue captar o dualismo necessário de um autêntico vilão. Fica difícil sentir compaixão pelos “supostos” maldosos, que almejam uma magia capaz de mudar todas as leis estipuladas até então.

Resta saber se os próximos episódios de Once Upon a Time in Wonderland – que ganhou temporada completa – serão capaz de recriar a fascinação de sua antecessora nos telespectadores. Caso isso não aconteça, é quase impossível imaginar um futuro promissor para a série. Nem mesmo o coelho branco, com toda a sua astúcia, é capaz de tal feito.

• Por Julia Benvenuto

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Julia Benvenuto

Jornalista formada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e pós-graduada em Jornalismo Cultural pela FAAP. É autora da tese "A Revolução dos Losers: como o seriado americano Glee representa a juventude do século 21".