Crítica de Agent Carter
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Agent Carter incentiva o feminismo nos quadrinhos

Por 20 de março de 2015 abril 21st, 2016 Sem Comentários
Agent Carter incentiva o feminismo nos quadrinhos 2

 

spoilerQuando a Marvel decidiu dar uma série a Peggy Carter (Hayley Atwell), após o tremendo sucesso da franquia de Capitão América, a crítica americana não demorou para levantar hipóteses de como a história da personagem coadjuvante poderia ser interessante aos olhos do público. Ainda mais sem a presença do herói na narrativa.

Assim como Agents of S.H.I.E.L.D., Agent Carter tinha uma missão. Se a sua precursora defendia a criação de narrativas paralelas a dos HQs, o piloto buscava incentivar uma visão mais feminista e igualitária no gênero. A fórmula funcionou.

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Após a perda de seu grande amor para a Hydra, a protagonista teve que enfrentar um mundo ainda norteado pela supremacia masculina, as constantes confusões de Howard Stark (Dominic Cooper) e a descoberta de que seu principal inimigo ainda agia em solo americano.

A nova série, com abordagem corajosa, tem o poder de modificar as produções da Marvel

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A história, ambientada na década de 1940, mostra como Peggy se envolveu com a Reserva Científica Estratégica, que mais tarde daria lugar a S.H.I.E.L.D. Restrita aos afazeres de uma simples secretária, a personagem passa trabalhar escondida para provar a inocência de Stark, acusado de traição. Para isso, ela conta com a ajuda de Edwin Jarvis (James D’Arcy) – o peculiar mordomo do milionário.

Mesmo com a renovação para o segundo ano ainda pendente pela ABC, o carisma do elenco (também composto por Chad Michael Murray e Enver Gjokaj), além das inúmeras referências a saga do Capitão Steve Rogers (entre elas, o Comando Selvagem e o escudo do super-herói), despertou a simpatia da audiência.

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A empreitada  também é uma possibilidade para a Marvel conquistar cada vez mais espaço na TV, o que até então era o papel da DC Comics, principalmente, após a criação Arrow. No entanto, Agent Carter tem algumas diferenças crucias de suas concorrentes. Primeiro: a grande tragédia pessoal da protagonista não é a morte de um pai, mas sim do amor de sua vida. A segunda, e talvez mais importante, é a elevação do feminismo nos quadrinhos. As “mulheres poderosas” existem – Viúva Negra, Melinda May, Maria Hill, entre outras -, mas nunca tinham sido o real destaque do enredo. E só isso, já garante ao seriado um grande trunfo.

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Julia Benvenuto

Julia Benvenuto

Jornalista formada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e pós-graduada em Jornalismo Cultural pela FAAP. É autora da tese "A Revolução dos Losers: como o seriado americano Glee representa a juventude do século 21".

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