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Ziggy, filho do cantor, assina a produção do filme

Quem foi realmente Bob Marley longe dos holofotes? Qual é o legado do cantor que morreu precocemente mas deixou uma marca na música reggae e no mundo?

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Em 12 de fevereiro estreia nos cinemas nacionais a cinebiografia Bob Marley: One Love. O filme tem como missão retratar a vida do cantor jamaicano, os desafios que enfrentou em seu país natal, permeado pela fome e pela violência.

A intenção da produção é centrar nos acontecimentos entre 1976 a 1978, quando Bob já era uma estrela na Jamaica, no entanto é obrigado a deixar o seu país diante de uma grave crise política e um atentado contra a sua vida e sua esposa.

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Exilado em Londres, um dos principais mensageiros da paz é obrigado a se reinventar. É lá que ele lança o álbum Exodus, considerado uma obra-prima do gênero e da música com um todo. Na mesma época, o cantor é surpreendido com um câncer pele raro, que tiraria a sua vida aos 36 anos.

O filme, dirigido por Reinaldo Marcus Green (King Richards: Criando Campeãs), é um resumo da carreira profissional e vida privada de Bob Marley. Ele é celebrado não apenas por sua influência musical, mas também por ser um grande defensor da paz e um representante do rastafari. O movimento surgiu na Jamaica nos anos 20, com objetivos de união da raça negra e uma vida simples, centrada em valores espirituais e naturais.

Em um mundo assombrado por guerras sangrentas como o século 21, é impossível não se perguntar se a presença de nomes como de Bob e John Lennon conseguiriam promover a paz. O público também vai se emocionar com a performance das canções Is This Love, Three Little Birds, No Woman, No Cry, Could You Be Loved e Redemption Song. 

Bate-papo com Kingsley Ben-Adir, Reinaldo Marcus Green e Ziggy Marley

Kingsley Ben-Adir dá vida de forma competente ao cantor e contou, em coletiva de imprensa, como foi o processo criativo para interpretar o ídolo. “Sinto que, para mim, o processo de tentar entender ou descobrir quem era Bob em seus momentos mais vulneráveis, quem ele era em particular, quem ele era com sua família fora da persona pública ou da postagem ou da ideia de Bob, que tantas pessoas têm uma ideia dele. Isso realmente aconteceu com Ziggy, com a família e com os amigos de Bob, que o conheciam desde os 14, 15 anos. Foi realmente uma conversa em que tive que ouvir mais do que nunca, pois não teria conseguido descobrir quem era ele em um nível pessoal sem o apoio da família. Para encontrar a nuance de sua vulnerabilidade, foram necessárias muitas conversas no set.”

Reinaldo revelou a dificuldade de resumir a vida do personagem em apenas duas horas: “Para nós, tratava-se apenas de tentar encontrar a janela que nos permitisse fazer isso, mostrar a humanidade de Bob e o que ele era. É um desafio, especialmente com o ícone que Bob é e a lenda que ele é. Era nossa responsabilidade tentar ser o mais autêntico possível na tentativa de retratar o homem, o homem que você vê por trás de todas as camisetas, bottons e bolsas. Quem é ele? Graças a esses dois senhores à minha direita, conseguimos capturar algo que considero realmente especial.”

A esposa de Bob, Rita Marley, e os filhos, Ziggy e Cedella, assinam a produção junto com Robert Teitel, Dede Gardner e Jeremy Kleiner. Ziggy comentou a importância do pai e a missão de levar a sua mensagem para as novas gerações: “Bem, eu cresci com a música, então eu era um cara, de fato, que sabe tudo sobre música. Eu nunca estive lá. Portanto, nunca aprendi nada de novo sobre a música. O que esse filme fez comigo foi me fazer pensar sobre meu pai. De certa forma, como ele se sentia? Qual era o sentimento emocional dele ao passar por algumas coisas nesse período? Eu nunca havia realmente explorado isso antes dessa experiência. Meu pai deve ter passado por algumas coisas que não se podia ver por fora. Isso me fez pensar nele dessa forma como ser humano. Qual era o estado emocional dele? Quase ser morto, ter de se exilar, ser diagnosticado com câncer. Foi isso que o filme fez por mim. Ele me fez pensar nele dessa forma.”

Bob Marley faleceu em Miami, em 11 de maio de 1981, deixando um legado duradouro na música e na cultura global.

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Julia Benvenuto

Jornalista formada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e pós-graduada em Jornalismo Cultural pela FAAP. É autora da tese "A Revolução dos Losers: como o seriado americano Glee representa a juventude do século 21".