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spoilerCom seis temporadas, é difícil pensar que Downton Abbey definitivamente chegou ao seu fim.

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Mesmo que o criador da atração, Julian Fellowes, acredite que uma reunião no cinema ainda seja possível, o fato é que os principais arcos narrativos da história foram concluídos com o último especial de Natal exibido pelo canal ITV (no Brasil, a série foi transmitida pelo GNT).

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Assim como nas temporadas passadas, e com o enredo de uma típica novela, o clímax da trama atingiu o seu ápice até que as rivalidade entre os personagens fossem resolvidas. A relação complexa entre Lady Mary (Michelle Dockery) e Edith norteou o enredo dos capítulos e a herdeira do título quase destruiu, mais uma vez, a felicidade da irmã. Indecisa sobre o seu romance com Henry Talbot, Mary revelou o segredo mais obscuro de Edith para o seu único pretendente, herdeiro de um dos títulos mais nobres do condado. O casamento foi cancelado, a protagonista se sentiu – talvez pela primeira vez – arrependida de seus atos e a identidade da enteada só permaneceu secreta para o exterior da propriedade.

downton abbey lady edith

De patinho feio a sortuda da vez. Lady Edith teve um casamento inesperado

Quando o mundo não girou ao redor de Mary, outros pequenos conflitos deixaram a narrativa mais atraente. O casamento recente de Mrs. Hughes e Carson, as tentativas de Robert Crawley de convencer a mulher a abandonar o seu trabalho no hospital e a briga de Cora e Violet (Maggie Smith) pelo cargo trouxeram o humor ácido tão característico de Downton Abbey. É claro, que muitos personagens sofreram com o seus destinos ainda infelizes. Além da prisão, do estupro e das acusações injustas, Anna (Joanne Froggatt) penou para engravidar – papel que lhe rendeu mais uma indicação ao Globo de Ouro – e Thomas sofreu uma rejeição tão grande e avassaladora que tentou colocar fim a sua própria vida.

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A linha tênue entre a felicidade e a redenção é algo que Fellowes soube trabalhar até o último capítulo do seriado. Por isso, não houve mortes e desavenças. O término marcado para acontecer desde o ano passado não guardou nenhum tom de tragédia ou proporcionou qualquer partida inesperada na mansão inglesa (ao contrário dos falecimentos cruéis de Lady Sybil e de Matthew). O fim, na realidade, pareceu um recomeço. Ficou em aberto para os próximos anos que viriam a transformar a trajetória dos personagens. Todos terminaram, de certa forma, realizados. Parece piegas, mas o enredo não escapou da proposta de uma novela que com a sua produção apurada conquistou o mundo.

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Julia Benvenuto

Jornalista formada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e pós-graduada em Jornalismo Cultural pela FAAP. É autora da tese "A Revolução dos Losers: como o seriado americano Glee representa a juventude do século 21".